quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Chapolin Rubro-Negro

Fala galera! Outro dia recebi um meme no zap, nele aparecia uma pessoa com a roupa do Chapolin no meio da torcida do Flamengo, eis que me lembrei de um jogo que assisti no Maracanã e de um fato curioso com esse mesmo personagem naquele dia.

Assim sendo, o Resenha Esportiva inaugura o Personagens Folclóricos do Esporte.

Maracanã, 23 de agosto de 2015. Flamengo em crise recebia o São Paulo G4, Osório era o treinador do clube paulista. Fui ao estádio com meu amigo Mateus, do mmarchiote (hora do jabá da Liga Resenha Esportiva do Cartola), que é são paulino. Compramos ingresso pro Maracanã Mais, uma área mais reservada do estádio, longe das organizadas, o que permitira que eu e Mateus assistíssemos o jogo lado a lado. A partida estava marcada para 16 horas. Além da opção de um setor isolado, sem risco para o são paulino, o Maraca Mais serve almoço e lanche, tudo incluso no preço, e como sairíamos de Juiz de Fora para ver a partida, economizaríamos na alimentação.

O goleiro do Fla era o César, naquela fase que o time tomava gol de bola aérea toda hora... mas fui lá, como bom flamenguista, sou pé quente...

Lá pelas tantas... gol do São Paulo... falha do César... Luiz Eduardo fez. Ainda no primeiro tempo o camisa 10 Ederson empata para o Mengão. O que salvava o dia até então era a volta olímpica da molecada do sub-20 que tinha acabado de conquistar um desses Otávio Pinto Guimarães da vida, e a simpatia de Osório, que conversando conosco na beira do campo falou da emoção de estar no Maracanã.

Vamos para o intervalo com um misto de alívio e tensão, o jogo era muito importante para o Fla, era a chance de iniciar uma sequencia de bons resultados. Aproveitei a pausa pra fazer um lanche reforçado, e quando volto para a arquibancada olho pro lado e vejo uma pessoa vestida de Chapolin junto aos torcedores do Mengão. Com essa figura um cartaz escrito: Pará, sou seu fã, me dá sua camisa.

Pronto... eu não sabia se ria, se chorava... Quando o Pará voltou ao campo para o segundo tempo, os torcedores que estavam perto de nós, inclusive nós, começaram a gritar na tentativa de mostrar ao jogador o cartaz.

No fim das contas vencemos, Guerrero fez o gol da virada... eu cantei "acabou o caô, o Guerrero chegou", emendamos seis vitórias seguidas com o Oswaldo no comando (eu falei que era pé quente) e dali em diante vejo o Chapolin em quase todos os jogos do Flamengo, seja no Maracanã, seja no Luso Brasileiro.

Se ele ganhou a camisa? Não sei dizer... mas que virou mais um dos muitos personagens do futebol brasileiro, isso virou.

Luiz Paulo Knop
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