segunda-feira, 10 de julho de 2017

Quem tem elenco?

Tenho sido chamado diariamente em dezenas de grupos de whatsapp a debater o tema “ELENCO”, relativamente, é obvio, aos times que disputam o Brasileirão. Ouço/Leio de tudo, esse tem elenco, aquele não tem, o elenco tal é curto, pra ser campeão tem que ter mais opções, fulano não pode jogar em time grande, enfim, todo tipo de análises, desde as mais detidas e preocupadas em ao menos parecer imparciais até aquela emitidas no calor do jogo, quase que somente embasada por resultados ou até por um só lance.

Surge, então, a questão: o que é ter elenco para disputar, com chances reais, o título brasileiro?

A minha postura tem sido de achar que ter elenco é ter opções válidas para a equipe titular, ou seja, validar jogadores durante a temporada para que possam suprir as ausências dos titulares de forma satisfatória. Aí, me deparo com a próxima fase da análise, suprir significa fazer o mesmo, melhor? Não, suprir significa manter a competitividade do time no mesmo padrão.

Me parece evidente que em um mercado secundário do futebol como o Brasil os reservas não serão exatamente do mesmo nível dos titulares, os clubes, mesmo os mais ricos, não conseguem ter jogadores que sejam exatamente do mesmo nível daqueles que são inquestionáveis. Uso como exemplo o Flamengo, na minha opinião o melhor elenco do país em termos de qualidade (quantidade vence o Palmeiras), Damião não é o Guerrero, mas supre, Mancuello, Conca, Éderson e Gabriel nem de perto suprem a falta de Diego, Éverton Ribeiro ou mesmo o outro Éverton no mesmo nível, já o Berrío é substituível, apesar de algumas qualidades ofuscadas pelos erros infantis.

Assim, na minha análise o Flamengo tem elenco, mas, se sofrer com contusões longas, por exemplo, de seus três principais jogadores (Diego, Guerrero e Éverton Ribeiro) tende a cair de produção, já se precisar contar com reservas para pontos específicos e momentos curtos, tende a manter o desempenho.

Outros times, como Corinthians e Botafogo, em patamares diferentes, claro, não tem nem número nem qualidade de reposição, mas conseguem manter um ótimo desempenho na base da intensidade e padrão de jogo muito bem definido e executado, ambos, se forem surpreendidos por uma sequencia de contusões sérias (o Botafogo já sofre um pouco sem o Aírton) tendem a cair muito de desempenho. Seria isso não ter elenco?

No meio disso aí existem alguns clubes como a dupla de Belo Horizonte que tem número e qualidade mas, tem, também, deficiências evidentes em alguns setores, ou seja, nestes casos, se as contusões e indisponibilidades afetarem o setor certo, os times sentirão nada ou muito pouco, se afetarem o setor errado as campanhas podem ir por água abaixo. E isso, é elenco?

Poderia analisar, ainda, o elenco evidentemente numeroso do Palmeiras, ou o do Fluminense, formado basicamente por jovens, ou ainda o do Grêmio, que também peca pela falta de quantidade de peças de reposição, ou, ainda, o do São Paulo que parece uma coisa mas nunca entrega o que se espera, além de estar em permanente metamorfose em razão das inúmeras negociações. Mas, o objetivo deste texto é lançar o questionamento: o que é ter elenco? Quem tem? É o resultado que vai dizer se o Elenco é bom? Os fatores externos (contusões e etc) devem ser levados em conta na análise final?

E você? o que acha? Quais são os elencos em condições de disputar o título? E vaga na Libertadores?

Sergio Cerqueira
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