segunda-feira, 31 de julho de 2017

Mundial de Natação

Chegou ao fim mais um Mundial de Esportes Aquáticos, um grandioso evento organizado pela Federação Internacional de Natação (FINA). Em duas semanas são seis esportes com seus campeonatos mundiais: salto em penhasco, nado sincronizado, saltos ornamentais, pólo aquático, maratonas aquáticas e um dos mais belos esportes, a natação.

É sobre ela que quero falar hoje, sobre o desempenho do time brasileiro nas águas da Arena Danubio, em Budapest (Hungria). Depois de um Jogos Olímpicos sediados no Rio de Janeiro com nenhuma medalha conquistada nas piscinas, o Brasil tinha muito a se provar nesse campeonato, e assim o fez.


Revezamento brasileiro garantiu a prata
no 4x100m livre  (Foto: Satiro Sodré)
Logo no primeiro dia de competições conquistou a medalha de prata no revezamento 4x100m livre, batendo seleções como a australiana e a francesa que são muito fortes na prova. O time brasileiro começou o campeonato atingindo a melhor marca do revezamento nacional em campeonatos mundiais e quase batendo os campeões Estados Unidos.

Houve também duas pratas em provas não olímpicas, o que deixa um gostinho amargo de que elas poderiam ser disputadas em Tóquio 2020. Nicholas Santos ganhou a primeira delas, no 50m borboleta, onde foi derrotado por um dos grandes nadadores desses tempos, o britânico Ben Proud; dias depois João Gomes Jr. foi o campeão dos mortais na prova dos 50m peito, perdendo para o alien Adam Peaty, bicampeão e dono do recorde mundial.

Ainda faltava a medalha que não veio em Kazan dois anos atrás, o ouro no 50m costas (também não olímpica) feminino com Etiene Medeiros. E ele veio, após a pernambucana derrotar a chinesa que tanto a atormentou, Fu Yuanhui, pela primeira vez, uma brasileira era ouro em Campeonatos Mundiais de Natação.

Dessa vez, Etiene subiu um degrau e
foi ouro em Budapest  (Foto: Satiro Sodré)
Para fechar as medalhas, ainda teve a prata de Bruno Fratus no 50m livre, que garantiu o Brasil pelo quinto pódio consecutivo nessa prova, mas sobretudo foi o melhor tempo da carreira de Fratus, que perdeu para o cara desse Mundial: Caeleb Remel Dressel.

A figurinha desse Mundial era estreante. Sim, o norte americano nunca havia disputado o torneio e logo que estreou, fez história. Sete ouros em sete oportunidades: 50m e 100m livre, 100m borboleta, revezamentos 4x100m livre e medley masculino e misto. Com 20 anos, ele igualou Michael Phelps como o recordista de ouros em uma edição, o que faz os holofotes irem para ele, com toda razão. Com uma largada muito forte, ele já começa com meio corpo de vantagem e, mantendo isso, fará história.

Alguns outros nomes se destacaram em Budapest. Sarah Sjostrom bateu o recorde mundial das provas de 50m e 100m livre (sendo campeã na primeira), além de ter levado o ouro nas de 50m e 100m borboleta. Katinka Hosszu, a húngara, que fez a alegria da torcida local, ganhando as provas de 200m e 400m medley, assim como Chase Kalisz fez no masculino.

Muitos esperavam um Mundial mais fraco, por ser ano pós olímpico, o que seria uma frustração pelos resultados decepcionantes no anterior, Kazan 2015. Mas o que se viu, foi um torneio muito bom, com nível altíssimo (se aproximando de Rio 2016 nos tempos) e uma promessa de ciclo olímpico fortíssimo.

Time Brasil no Campeonato Mundial de Natação (Foto: Satiro Sodré)
Com a delegação mais enxuta, o Brasil foi melhor que na Rússia e garantiu o seu quarto campeão mundial com Etiene. Além dela, Ricardo Prado, César Cielo e Felipe França já levaram o ouro para casa em outros campeonatos. Após as crises Rio 2016 e principalmente na CBDA, um discurso de equipe foi muito presente, o que alimenta as esperanças para Tóquio 2020.

Enfim,

Köszönöm Magyarország, 2019 광주!
(Obrigado Hungria, até 2019 Gwangju - próxima sede do Campeonato Mundial, na Coréia do Sul)

Enrico Monteiro
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