quarta-feira, 31 de maio de 2017

Que venha a Liga Mundial de Vôlei 2017

Com novo treinador, Brasil busca o título que não vence desde 2010

O torneio mais charmoso do vôlei começa nesta sexta-feira, a Liga Mundial de Vôlei. Em sua 28ª edição, o torneio segue em fórmula adotada anos atrás, com três grupos como se fossem três divisões da modalidade.
Falaremos do primeiro grupo, o alto escalão do voleibol mundial, que com 12 seleções promete uma disputa muito interessante pelo primeiro título desse novo ciclo olímpico, que visa Tóquio 2020.

12 seleções buscarão o título da Liga Mundial de Vôlei de 2017

Claro, ano que vem tem o Campeonato Mundial de Vôlei, mas pelas convocações das seleções de alto nível, com exceção da brasileira (que levará seus principais atletas), percebe-se que a ideia é testar jogadores para o futuro dos países.

Fórmula
Itália, Polônia, Irã, Sérvia, Bélgica, Rússia, França, Bulgária, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Brasil se dividirão em três fins de semana de disputa por nove desses países. Apenas os três últimos não receberão jogos da fase classificatória nessa temporada.
Jogando três jogos por final de semana, não necessariamente contra todos deles podendo repetir duelos, segue-se o esquema dos torneios atuais. Vitória por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1 garante os três pontos para o vencedor; já um resultado de 3 sets a 1 dá dois pontos para o vitorioso e um para o derrotado.
Ao final, os 5 melhores mais o Brasil (país anfitrião) jogarão a fase final da competição, a partir de 4 de julho, na cidade de Curitiba.
O Brasil passará por Itália, Bulgária e Argentina nas semanas de disputa. Além dos anfitriões, enfrentará Polônia (duas vezes), Bulgária mais uma vez, Irã, Canadá e Sérvia, em uma reprise da última decisão, com vitória europeia.

Supremacia verde e amarela

O Brasil é o maior vencedor do torneio com nove conquistas, uma a mais que a Itália. Com os italianos dominando a década de 1990 e os brasileiros sendo os protagonistas da década seguinte, conquistaram praticamente todos seus títulos nessas épocas.
A Itália  não ganha desde o ano 2000, quando bateu a Rússia em Rotterdam (Holanda) e o Brasil não conquista o troféu desde 2010, quando em Córdoba (Argentina) também bateu os russos.

Nas seis edições seguintes, o Brasil foi vice-campeão em 2011, 2013, 2014 e 2016 e busca esse décimo título tão sonhado, agora sob comando do treinador Renan Dal Zotto, que manteve a base tri campeã olímpica. Confira aqui a convocação.

Porém, uma sina persegue a seleção canarinho, o de não vencer no Brasil desde 1993, quando a disputa foi no Ibirapuera e o Brasil venceu a Rússia, ganhando o primeiro troféu em meio a supremacia italiana. Depois disso, em 1995 no Rio, deu Itália com Brasil vice; em 2002 em Belo Horizonte/Recife, deu Rússia e nossa seleção no segundo degrau de novo. Em 2008, de novo no Rio, derrota na semifinal e nem pódio e, mais recentemente, dois anos atrás, pela terceira vez no Rio, a pior de todas as vezes em solo nacional, com a não classificação para as semis.

Primeira conquista brasileira do torneio foi em 1993, no Ginásio do Ibirapuera

Expectativa

É um começo de trabalho, mas Renan tem tudo para começar com o pé direito. Itália poupou seus principais nomes, a Sérvia (atual campeã) idem, assim como Estados Unidos. O maior desafio brasileiro será a França, que está mordida pelo fracasso nos Jogos Olímpicos Rio 2016, quando caiu para o Brasil na primeira fase.

O Brasil é campeão olímpico e mantém sua base e apesar disso ser um erro, garante uma segurança para o novo treinador. Testando opções na primeira fase, como o oposto Renan, o líbero Thales e outras peças, a obrigação é chegar bem na fase final, daqui um mês praticamente.

Na fase final, onde tudo pode mudar, será o primeiro teste dessa seleção sem Bernardinho (será estranho não vê-lo mais no posto que ele se eternizou), e o Brasil tem bola e 30 mil apoiando para chegar bem. Se será campeão é outra história, mas é dever chegar jogando muito bem em Curitiba.

A estreia é na próxima sexta, 12h, contra a Polônia, reprisando a final do último campeonato mundial. Sábado, no mesmo horário, duelo contra o fraco Irã e fecha a primeira semana contra a Itália, domingo às 15 horas.
  

Projeção da Arena da Baixada para o chamado Final Six

Enrico Monteiro
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