quinta-feira, 11 de maio de 2017

Os 18 convocados de Renan

O técnico Renan dal Zotto fez sua primeira convocação da seleção brasileira de vôlei, que iniciará seu novo ciclo olímpico no próximo mês, mantendo a base olímpica, mas com duas novidades: Rodriguinho e Thales.

Na última segunda-feira, o novo treinador realizou seu primeiro chamado na Seleção Brasileira
Neste convocação, estão presentes os 18 jogadores que atuarão na fase classificatória da Liga Mundial, competição anual organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Primeiro compromisso brasileiro na temporada, a Liga Mundial terá o Brasil jogando na Itália, Bulgária e em Córdoba na primeira fase, para depois, já classificado para as finais, jogar em Curitiba, no estádio da Arena da Baixada, que receberão os 10 jogos finais do torneio.

Depois dessa fase de testes, o treinador enfrentará um torneio “amistoso”, o Sul-Americano de Seleções, que se realizará em agosto, em Santiago. No mês seguinte, no Japão, a Copa dos Campeões será o foco, cujo torneio reúne seis países (baseados no ranking continental da FIVB), para a busca de um troféu que o Brasil é o atual tricampeão, com quatro títulos em 6 eventos.

A última Copa dos Campeões (2013) aliás, marca o último torneio conquistado pelas seleções de ambos os sexos em muito tempo. Mas isso é papo para o futuro.

Voltando aos nomes de Renan, ele manteve a base da seleção olímpica, mexendo pouco. Vamos conhecer os convocados para defender a seleção brasileira:

Líder do elenco vice-campeão, Rapha volta para a Seleção Brasileira
Levantadores: Todo bom time começa por um bom levantador, sendo ele o frequente capitão das equipes. Renan manteve o campeão olímpico Bruninho (Sesi-SP)e trouxe Rapha (Funvic Taubaté) de volta para o elenco, após corte para os Jogos Olímpicos. Além deles, convoca Murilo Radke (Montes Claros) para compor a seleção.

Após recusa de William em disputar o torneio, por motivos pessoais, Renan optou pela segurança de Rapha e sua visão de jogo para convocá-lo. Seria injusto não chamar o veterano levantador após a Superliga que ele fez, sendo o segundo melhor atrás do ‘El Mago’ William. 

Bruno é líder, mostrou isso na época de seu pai no comando e teve a liderança coroada com o título olímpico. É titular, joga muita bola e faz a diferença.

Já Radke é premiado pela temporada que fez pelo Montes Claros, sempre colocando o oposto Luan nos jogos. Volta a vestir a amarelinha após 3 anos de ausência em uma merecida convocação.

Ponteiros: Os responsáveis pelo equilíbrio do time. Quando jogam mal, o time geralmente vai mal, pois são responsáveis pelos passes e pelo desafogo dos opostos no ataque. Renan surpreendeu mantendo a base, chamando Lipe (Halkbank/Turquia), jogador considerado veterano. Além dele, Maurício Borges (Arkas Spor Izmir/Turquia), Lucarelli (Taubaté) e Douglas Souza (Sesi-SP), foram campeões ano passado e terão a companhia de Lucas Lóh (Taubaté) e Rodriguinho (Sada Cruzeiro)

Lucarelli dispensa comentários, é um fenômeno e, muito jovem, ainda fará muito pela seleção brasileira. Douglas Souza é um excelente jogador, tem um passe regular e ataca muito bem, sendo uma das apostas dessa geração junto com Rodriguinho, que é a segunda maior aposta dessa convocação para a seleção brasileira. Jovens, tendem a ser as apostas para as pontas desse novo Brasil.

Lucas Lóh tem potencial, mas é aquele jogador que ninguém vê muito, sendo importante ao time em alguns momentos, mas não tão completo nos fundamentos como Douglas. Lipe está lá pela liderança que exerce e pela vibração, critérios que Dal Zotto julga ser importante nesse momento de reconstrução e Maurício Borges, que tende a ocupar a segunda vaga nos titulares junto com Lucarelli, é bom jogador, mas precisava de uma evolução em momentos decisivos, que talvez a temporada na Turquia tenha ajudado.

Centrais: Base olímpica pura. Éder (Taubaté) traz a experiência junto com Lucão (Sesi-SP), e disputarão a vaga de companheiro de Maurício Souza (Brasil Kirin) no time titular, com favoritismo ao sesista. Além deles, a novidade é o jovem Otávio (Taubaté).

Deixando Isac de fora por motivos de precaução médica, o técnico buscou manter os três campeões olímpicos que são acima da média internacional no que se refere a centrais. Maurício é exímio bloqueador e muito regular, Lucão é o maior central que eu já vi jogar, sendo exímio atacante, bloqueador e sacador, mas teve uma temporada abaixo do normal, o que pode abrir a chance de Éder voltar a titularidade da seleção.

Por fora corre Otávio, grande nome desse ciclo olímpico e lapidado como diamante pela diretoria taubateana. Ele é muito bom de bola e mostra uma evolução muito interessante, sendo fundamental na fase final da Superliga ao lado de Éder. Não para essa Liga, mas para as próximas, é um nome que se tornara titular.

Opostos: Nessa Renan não quis apenas manter a base olímpica, mas premiou os melhores atacantes da Superliga. Wallace (Taubaté) foi o maior pontuador, Evandro (Sada Cruzeiro), com 40 anos, fez uma Superliga para deixar os críticos longe dele, sobretudo na fase final. Os melhores estão lá, junto com Renan Buiatti (JF Vôlei), que se destacou nesse ano e está de volta a seleção, agora como oposto.

Ícone do ouro olímpico, Wallace tem a responsabilidade dos ataques brasileiros
Nessa posição não tem nem disputa, apenas na primeira semana. Wallace é o titular de qualquer time ou seleção do mundo, é o melhor da Terra na posição atualmente, mas não disputará a primeira semana de competições porque acompanhará o nascimento de seu filho, o que abre a chance de Evandro disputar a Liga, com Renan na reserva.

Líberos: Chegamos na grande surpresa. Serginho se aposentou, e para a camisa diferente no time, foi chamado Tiago Brendle (Brasil Kirin), cortado nos últimos momentos antes das Olimpíadas para dar lugar ao maior de todos os tempos. Junto com ele, Thales (Lebes Gedore Canoas) é a maior novidade do time canarinho, após destacar-se na temporada da Superliga.

Titularidade indiscutível para Tiago, que foi avaliado no ano passado na grande final, contra a Sérvia, para ver se ia ou não para os Jogos Olímpicos, sendo preterido pelo Escadinha (que foi o MVP do torneio). Foi impecável na Superliga, e auxiliará Thales, estreante na seleção principal, a tornar-se um dos potenciais líberos do futuro, visto que é a posição que menos surgem jogadores.

Além desses jogadores, tem três que estão na lista de suplência. O líbero Mário Jr. (Funvic/Taubaté), que é um devaneio de Renan, Rafael Araujo (MKS Bedzin/Polônia), oposto, e Isac (Sada Cruzeiro), poupado para se recuperar de frequentes lesões.

Esses são os atletas que disputarão a Liga Mundial pela seleção e, salvo algum imprevisto, o campeonato Sul-Americano. Estreando no dia 2 de junho contra a Polônia, o Brasil terá adversários complicados pela frente, mas com a garantia que essa fase é preparatória, já que a vaga no Final Six está garantida por ser o país sede.

Enrico Monteiro
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...