segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Brasil x Austrália - a crônica

Foi emocionante. Foi alucinante. Foi bárbaro! Esses e outros adjetivos não seriam suficientes pra descrever a emoção que a Seleção Brasileira proporcionou na última sexta no Mineirão. Principalmente porque pude estar presente, com talvez aquele dinheiro mais bem pago da minha vida.

Não posso negar que a princípio torci para que o adversário fosse a Nova Zelândia. Já tinha assistido a uma partida delas na primeira fase e tinha confiança de que dava pra passar. Mesmo porque o provável confronto na semi final seria contra a Seleção dos Estados Unidos. Ledo engano. Não só as oponentes seriam as australianas, mas Hope Solo finalmente se livraria da ziiikaaa que a perseguiu durante esses Jogos, garantindo a pior campanha americana na história da competição.

As brasileiras entraram de azul, e isso me agradou. Afinal de contas, a última vez que a nossa representação entrara naquele estádio de amarelo não nos traz boas recordações. Pareciam focadas, com vontade de jogar. Mas sabiam que tinham pela frente as algozes do último mundial.

E essas algozes estavam preparadas. Catimbaram desde o primeiro minuto com demoras em tiros de meta, cobranças de falta e até mesmo inexplicáveis quedas no chão em momentos aleatórios. Isso causou revolta nos quase 53 mil torcedores presentes. Além disso, abusaram de jogadas ríspidas em vários momentos. Como a arbitragem não coibia, passou também a ser alvo das críticas.

Mas o time é de guerreiras. A velocidade dos lançamentos aumentava no ritmo dos gritos de apoio, e elas entenderam o recado. Começaram a utilizar jogadas em velocidade pecando no arremate final (ah, se Cristine não estivesse machucada...). Marta chegou ao absurdo de pegar a bola na área de defesa e levar até a finalização, ao melhor estilo Marta. Isso no final do segundo tempo!

Mas as melhores chances pararam nas defesas de Williams, a melhor delas quase nos acréscimos do segundo tempo. Como se não bastasse, uma bola no travessão fez lembrar a disputa conta o Chile em 2014. Nesse momento, disse a um estranho ao meu lado: "Vimos isso na Copa e levamos a melhor nos pênaltis". E tão teve jeito mesmo. A disputa foi para os pênaltis.

O toma lá dá cá foi se desenvolvendo até que Marta, camisa 10, capitã, craque mundial vai para a cobrança. Expectativas voltadas para ela. E ela perde. A Austrália só precisava marcar para seguir adiante.

Aí entra em cena Santa Bárbara do gol sul! Defesa! Êxtase! O mundo caiu sobre a cabeça das australianas. Nesse momento Marta, já visivelmente abalada, recobra o ânimo e vê a canonizável goleira fazer a defesa derradeira. Brasil na semi final! Continua na briga pelo sonho olímpico!

Em tempo:

- A entrada foi um pouco demorada devido à revista que, por motivos de segurança, era feita em 2 momentos. No segundo, quando estávamos em uma espécie curral, escutei um berrante e confesso que tive receio de chegar ao final da fila e ter uma vacina contra febre aftosa me esperando.

- Este blogueiro que vos escreve foi responsável por puxar pelo menos 2 grandes vaias à goleira australiana, o que tornou bastante difícil dizer fonemas com a letra U no dia pós jogo.

Apesar disso, repito sem medo que foi um dos dias mais emocionantes da minha vida!
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