quarta-feira, 15 de junho de 2016

Peru: questão de sorte contra o Brasil

Teófilo Cubillas: o Pelé dos Andes
A derrota da Seleção Brasileira diante do Peru não foi tão surpreendente, e disso todos nós estamos cientes. Por sinal, ainda está repercutindo no país do futebol e as consequências fizeram a orelha do Dunga esquentar e a sua cabeça rolar, bem como a de Gilmar Rinaldi. Mas isso já era esperado. 

Colocar a culpa na sorte devido ao gol ilegal era a saída mais óbvia depois do fiasco, mas os (ex) comandantes não deveriam reclamar disso. Essa equipe teve boas oportunidades de sobressair ao longo da competição. Se alguma geração tem o direito de reclamar da sorte, essa geração é a que disputou a Copa América de 1975. Essa sim pode dizer que a sorte não foi favorável contra os peruanos.

Caso você não saiba, o período compreendido entre o final da década 1960 até o final da década de 1970 produziu a melhor safra de jogadores peruanos da História. Comandados por Teófilo Cubillas, o Peru se classificou para a Copa de 1970, sendo eliminado nas quartas de final para o Brasil de Pelé. Cinco anos mais tarde, as equipes se enfrentavam pelas semi-finais da Copa América, na primeira edição em que a competição levava esse nome.

Naquela ocasião, o Brasil jogava com uma base formada por jogadores mineiros e por isso mandava as partidas no Mineirão. Na primeira partida, em Belo Horizonte, surpreendente vitória peruana por 3 a 1. Para o segundo jogo, a Seleção Canarinho foi a Lima reforçada por mais jogadores do eixo Rio São Paulo a fim de virar o panorama. De certa forma deu certo e o Brasil venceu por 2 a 0.


Mas o regulamento não previa critérios de desempate. Com uma vitória para cada lado, a definição do finalista saiu após o árbitro literalmente jogar a moeda! O homem de preto chamou os capitães no meio de campo e o Peru acabou vencendo a disputa do cara ou coroa... E assim, a geração de ouro comandada por Cubillas seguia firme rumo ao título da primeira Copa América (com essa denominação) e segundo título continental peruano.


E aí, quando faltou sorte? Em 1975 ou em 2016?
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