quinta-feira, 19 de maio de 2016

Os "estrangeiros" da Copa América

Os "estrangeiros" da Copa América... Quem são eles? De onde vêm? Do que se alimentam? Isso e muito mais agora, nesse post do Resenha Esportiva!

Com a proximidade da Copa América Centenário, uma curiosidade chama a atenção de todos nós. Afinal de contas, a edição comemorativa ocorrerá nos Estados Unidos, uma terra que em nada se assemelha ao nosso querido Cone Sul. À tiracolo, os anfitriões trazem alguns colegas de Concacaf: México, Costa Rica, Jamaica, Panamá e Haiti farão companhia aos craques do Tio Sam na competição da Conmebol.

Mas olhando o histórico, já vemos alguns nomes que soam familiares na disputa da Copa América. Se você pensou no México, acertou. Os conterrâneos do Chapolin participaram de todas as edições da competição sul-americana desde 1993! E conquistou resultados expressivos, galgando dois vice-campeonatos, o primeiro já na sua edição de estreia e o segundo na edição de 2001 disputada na Colômbia. Na mesma edição de abertura dos convites, em 1993, os Estados Unidos foram convidados para "compor o elenco" do certame, mas não fizeram muita graça e o máximo que conseguiram foi um empate contra o Uruguai.

O México em 1993: boa estreia
Os dois países também foram os convidados da edição de 1995. Dessa vez, os americanos conquistaram o 4º lugar, quando inclusive eliminaram o México nas quartas-de-final e perderam em seguida para o Brasil na semifinal.

Jorge Campos jogou a edição de 1995 com a camisa 9
Fez um gol... contra
Em 1997, os companheiros dos mexicanos foram os costarriquenhos. Os estreantes aproveitaram o tour pela América do Sul e levaram de souvenir um pontinho do empate com os colegas de Concacaf, que ficaram no mesmo grupo. Nesse ano o México chegou até a semifinal, perdendo para os ainda competitivos donos da casa bolivianos.

A Copa América de 1999 disputada no Paraguai talvez seja a mais curiosa das edições, em termos de convidados. Para fazer companhia aos mexicanos, foi convidada a Seleção Japonesa! Enquanto o México conquistava o lugar mais baixo do pódio, os nipônicos levavam um ponto para a terra do sol nascente do empate em 1 a 1  com a já fraca Bolívia, gol de Wagner Lopes.


Japão em 1999: único ponto foi com gol de um brasileiro
Se no Paraguai o ponto curioso foi a participação do Japão, a edição de 2001 na Colômbia ficou marcada pelo boicote da Argentina, que se recusou a entrar na disputa sob alegação de insegurança no país-sede. Como dito anteriormente, esse foi o ano em que o México chegou à sua segunda final. A Costa Rica também esteve presente, caindo nas quartas para o Uruguai. Para o lugar dos argentinos, uma estratégia genial: Honduras. Ora, as cores parecidas das bandeiras e uniformes faria o mundo não perceber que os herdeiros de Maradona não estavam por lá. Para coroar a escolha, o espírito hermano baixou nos hondurenhos: eliminaram o Brasil e conquistaram o 3º lugar! =P

A edição de 2004 foi marcante para o Brasil, foi a edição do gol do Adriano no apagar das luzes. Nesse ano, tivemos o México (óbvio) e a Costa Rica. Dessa vez ambos caíram nas quartas para Brasil e Colômbia, respectivamente.

Para 2007, o evento contou novamente com a Seleção dos Estados Unidos (além do México, lembrem-se). Enquanto os mexicanos voltavam com mais uma medalha de bronze, os colegas de Tio Sam voltavam com muitas fotos bonitas e nenhum ponto.


"Ganhar é bom. Ganhar do Brasil é melhor ainda!"
Em 2011, na edição que talvez tenha sido a mais feia de todas, futebolisticamente falando, um cataclisma quase ocorreu: o México ameaçou não participar como retaliação aos clubes da Conmebol que boicotaram o país na Libertadores, no auge do surto de H1N1. Mas o final foi feliz para eles, e o passaporte ganhou mais um carimbo. O outro convidado seria o Japão, mas esse sim declinou da proposta devido ao tsunami que afetou o país e somando-se a isso a dificuldade de liberação de jogadores. Assim, a velha conhecida Costa Rica voltava a dar as caras. Dessa vez, os costarriquenhos caíram na primeira fase, mas conquistando uma vitória contra a Bolívia. Mexicanos voltaram de mãos abanando.

Finalmente chegamos a 2015. No ano passado, os conterrâneos de Bob Marley foram os companheiros de vôo dos mexicanos. E aproveitaram o também o mesmo vôo de volta também, já que tanto Jamaica quanto México caíram na primeira fase.

Agora é a hora da Copa América na terra do Capitão América. Qual será o resultado desse intercâmbio?

 

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