segunda-feira, 11 de abril de 2016

Exército de um homem só

Weah e Sheva: Brilharam no Milan e em seus países
Particularmente, sempre tive um certo sentimento de pena das Seleções que se apresentam ao mundo com apenas um jogador conhecido do grande público. Talvez pena nem seja o melhor termo, mas o sentimento que dá é que se aquele jogador se machucar, ou for bem marcado, ou até mesmo chegar à idade de se aposentar, esse país perderá as forças para brigar por qualquer lugar melhor ao sol.

Ao contrário de grandes Seleções, tradicionais, campeãs e badaladas, geralmente essa é uma característica de times fracos, e esse jogador conhecido é o único craque que, além de ser a principal referência das jogadas, acumula as funções de capitão, batedor de faltas, pênaltis e astro da equipe. Um bom exemplo é George Weah. Grande craque dos anos 90, nunca conseguiu levar a sua Libéria a grandes resultados, mesmo sendo eleito o melhor jogador do mundo em 1995. Aliás, o máximo que conseguiu foi fazer a sua Seleção se classificar à Copa Africana de Nações de 1996, caindo ainda na fase de grupos.

C. Ronaldo e Ibra: Talentos solitários

Mais recentemente, vimos a Ucrânia de Shevchenko penar por ficar às custas do camisa 7. Com um desempenho heroico, o país conseguiu chegar à Copa de 2006 e saiu com uma honrosa 8ª posição. Além disso, jogou a primeira Eurocopa de sua história em casa tendo Sheva como grande referência. Outros casos mais presentes na mente dos fãs de futebol são a Suécia de Ibrahimovic e Portugal de Cristiano Ronaldo. Com esses exemplos, temos uma clara imagem do craque que manda no time, chama a atenção e, claro, faz a diferença dentro de campo.



Neymar-faz-tudo: erro ou geração fraca?
Notaram alguma semelhança com outra Seleção? Já perceberam que o Brasil tem seguido por essa direção? Nossos grandes escretes sempre foram conhecidos pelo recheio de craques, e grandes nomes de nossa rica história sequer foram capitães nas conquistas, uma vez que essa função era delegada a alguém que mostrasse liderança dentro e fora de campo. Nem Pelé, nem Garrincha, nem Zico, nem Romário, nem Ronaldo foram capitães.

A conclusão disso é que, ou o Neymar, claramente sem o perfil de capitão, está sendo colocado muito erroneamente nessa função, ou o Brasil está se tornando como esses países que usei de exemplo: exército de um homem só.
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