quarta-feira, 27 de abril de 2016

Deslocados

Ronaldinho: melhor do mundo... no Barça
 É bastante comum escutarmos a história do "jogador de clube", uma figura muito carismática e reverenciada pelos torcedores do seu clube. Após muito destaque, ele chega à Seleção para defender as cores do seu país e aí... decepção. Algum exemplo veio à sua mente?

Tudo bem, não vamos pontuar alguém que tenha sido um vexame na Seleção, mas podemos nomear alguns craques que aparentemente não desempenharam no escrete nacional a mesma magia dos seus clubes.

Começo meu exemplo com Ronaldinho. Craque do Barcelona, celebrado no mundo inteiro como um suspiro do futebol arte no meio da cultura da força e aplicação tática, o camisa 10 da Seleção Brasileira não conseguia emplacar no escrete nacional os mesmos dribles que encantavam o mundo quando atuava pela equipe azul-grená.

Outro nome bem conhecido dos brasileiros é Rivaldo. Talvez o maior injustiçado da história recente da Seleção Canarinho, vencedor do prêmio FIFA de melhor jogador do mundo em 1999, era simplesmente execrado pela opinião pública devido à forma geral de seus desempenhos em campo.

Rivaldo: no lugar certo fez a diferença
Mas qual o problema com esses jogadores? Por que o mundo os ama e os brasileiros cobravam tanto? Por que a sensação de qualidade com a camisa amarela era inferior quando comparada com o clube? Para mim, ambos os casos possuem uma semelhança: o posicionamento desses jogadores. Na Seleção Brasileira, eles ocupavam a posição de armadores e eram responsáveis por criar as jogadas no meio de campo para os atacantes, o que não acontecia no clube catalão, onde tinham total liberdade e atuavam bem mais adiantados. Isso, inclusive, explica o porquê deles finalizarem muito mais por lá e consequentemente cair nas graças da torcida.

No final das contas, uma decisão tática que prejudicou uma parte dessas histórias. Posso considerar como exceção para o Rivaldo a Copa de 2002, justamente quando atuou como atacante e foi um artilheiros da competição, sendo essencial na conquista do penta. Para Ronaldinho, cito a Copa das Confederações de 2005, numa época em que dava gosto de ver nossa Seleção jogar...

E você? Se lembra de mais algum nome? Considera que esse deslocamento tático influenciou no desempenho desses jogadores?


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