segunda-feira, 7 de março de 2016

No último suspiro, a glória

Fala galera! Como já disse aqui em diversas ocasiões, o esporte que mais acompanho hoje em dia é o futebol americano, e falar do jogo da bola oval é falar de NFL, a liga profissional americana. Me lembro de garoto acompanhando os jogos na Band com narração de Luciano do Valle, e foi ali que comecei a torcer para o San Francisco 49ers. De lá pra cá muita coisa mudou e muitos mitos surgiram, muitos nomes que ficarão para a história, e um deles anunciou o fim da carreira: Peyton Manning.

O filho do meio de Archie Manning, ex-quarterback de Saints, Oilers e Vikings entre os anos de 71 e 84, é irmão de Cooper Manning, ex-wide receiver que não seguiu carreira na NFL por um problema grave no canal espinhal, e de Eli Manning, quarterback do New York Giants e duas vezes campeão do Superbowl.

Os números de Peyton são inquestionáveis, assim como a rivalidade com Tom Brady, e esse era justamente o problema do QB dos Broncos. Enquanto o marido de Gisele Bündchen faturava 4 vezes a liga, o filho de Archie se matinha com apenas um título e a fama de amarelão dos playoffs.

Selecionado no Draft de 1998 pelo Indianapolis Colts, só em duas oportunidades não levou o time aos playoffs. A primeira em 2001, quando a equipe somou apenas 6 vitórias, e a segunda em 2011, quando Manning fez uma série de intervenções cirúrgicas antes do início da temporada e não jogou uma partida sequer, todos davam como certo o fim da carreira dele, mas o Denver Broncos lhe deu abrigo e a história mudou.

Em quatro temporadas ele levou o time aos playoffs em todas elas, chegando à decisão contra o Seattle Seahawks em 2013, quando mais uma vez foi derrotado e a fama que lhe perseguiu a carreira toda voltou à tona.

Veio 2015, um ano em que seu braço já não era o mesmo, foi para o banco e retornou ao time apenas na decisão da AFC, contra seu arqui-rival, Tom Brady. A vitória por 20x18 colocou o Denver Broncos na decisão novamente, desta vez contra o melhor time da temporada, o Carolina Panthers.

Em um jogo marcado por fortes defesas, Peyton soube controlar melhor as ações e faturou seu segundo Superbowl, o título que afastou de vez a fama de amarelão, um título que fez com que o quarterback voltasse ao topo da liga, fazendo com que em seu último suspiro, no último episódio de sua saga, a história nos desse um final feliz e merecido.

Obrigado Peyton Manning!

Alguns recordes da carreira do quarterback:
- Mais vitórias na temporada regular: 186 (empatado com Brett Favre)
- Mais touchdowns em uma temporada regular: 55 (2013)
- Mais touchdowns em uma partida: 7 (empatado com outros sete jogadores)
- Mais jardas em temporadas regulares: 71.940
- Mais jardas em uma temporada regular: 5.477 (2013)
- Mais jardas por jogo em uma temporada regular: 342,3 (2013 - empatado com Drew Brees, em 2011)
- Mais viradas no último quarto em temporada regular: 45
- Mais campanhas para ganhar o jogo em temporada regular: 56
- Mais vezes MVP: 5
- Mais vezes escolhido para o Pro Bowl (Jogo das Estrelas): 14 (empatado com outros três jogadores).
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