terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Fla x Flu em Brasília?

Para muitos o maior clássico do Brasil, e que com certeza se tornou, senão o maior, mas um dos maiores por ser jogado no principal palco futebolístico do país. Sim, o Maracanã! Não o New Maraca, mas o antigo, o de multidões, o da geral. Porém, o clássico do último domingo, dia 21 de fevereiro de 2016, foi disputado em Brasilia. Isso mesmo, o clássico do campeonato carioca disputado no Distrito Federal. Muito logico não?

O mais estranho é que Fla e Flu são os dois que possuem os contratos vigentes do consórcio que administra o Maracanã. Também muito estranho é o Maraca estar fechado apenas para sua principal função: o futebol!. Para festas de carnaval, para shows do Rolling Stones, está lá, ativo e muito bem usado.

Outra situação que muito me incomoda é o silencio e a complacência da imprensa para a situação. Gostaria de ver, se o contrato do consórcio fosse com o Vasco. Como seria a complacência com o senhor Eurico? Não falo para o defender, muito longe disso. Como vascaíno tenho muitos motivos para odiá-lo. Falo apenas para que vejam a falta no mínimo de coerência, para não dizer de profissionalismo da imprensa em geral.

Tudo bem, os dois presidentes, de Fla e Flu são exímios administradores. Os melhores que temos por aqui. Mas aqui quero falar novamente e repetir o que já falei algumas vezes no Resenha: os dois são muitos normais e fazem o básico, que qualquer gestor, recém formado sabe. Pagar dividas (quem deve algo tem que pagar e com juros), gastar menos do que recebe (premissa básica da educação financeira). E o resultado esportivo? Nada, rigorosamente nada. Ao presidente do tricolor, pelo menos a tarefa de lidar com a saída de um patrocinador master. Refazer o clube não seria fácil, fato. Mas os dois comandam os clubes sem continuidade, com muitas trocas de técnico e trocas sem manutenção do perfil. Enfim, nada demais, mas são tratados como os inventores da roda.


Voltando ao Maraca, a justificativa que encontro é simples. A única lógica alias que vejo nisto tudo. Como Fla e Flu estão de mal com a FERJ, querem esvaziar o estadual. Quer coisa melhor do que não ter o principal palco para esvaziar um show, que sejamos sinceros, já tem uma qualidade duvidosa. Fato é que ninguém fala nada, a imprensa se cala. A mesma que defende coerência, que defende o bem do futebol. Sinceramente, é ridículo essa imparcialidade.

Prefiro América x Bangu, Corinthians x Ferroviaria, prefiro ver a Juventus-SP (e o lema de sua torcida: Ódio eterno ao futebol moderno) à Fla x América-MG, pois esses já tem a Copa do Brasil e o Brasileirão para se enfrentarem. Minha sugestão é que a FERJ brigasse para administrar pelo menos um dos dois estádios maiores do estado, Maraca ou Engenhão. Sim, a federação que ganha dinheiro fácil dos clubes, poderia bancar a manutenção de um dos estádios e pelo menos fazer jus ao dinheiro que usurpa dos clubes.

Apenas para constar, em entrevista ao jornal O Globo de sábado o senhor Eurico propõe uma conversa entre os grandes, um representante dos pequenos e a federação. Alguém quer conversar, quer chegar a um denominador comum e propõe a diminuição de clubes no estadual já para 2017, e por incrível que pareça é quem é. Mas infelizmente, neste caso, ele não é um dos queridinhos inventores da roda.

No mais, é vida que segue e que pelo menos na bola o Fla-Flu lembrou o nome do palco deste clássico: Mané Garrincha!


* Diego Ribas
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