quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

É ouro! Barcelona 92!

Fala galera! Jogos Olímpicos de 2016 se aproximando, pela primeira vez na história o Brasil será sede,  e teremos a oportunidade de ver algumas modalidades e grandes astros de perto (ingressos comprados!!!).

E se o assunto é Olimpíadas, bate uma nostalgia. Tentei puxar na memória minha primeira lembrança dos jogos, e descobri que vagamente me lembro de Aurélio Miguel e Joaquim Cruz, em 1988, ganhando ouro e prata para o Brasil em Seul. É uma lembrança bem fraca que tenho.

Então vamos pra 1992, jogos de Barcelona, na Espanha, e aqui recordo de uma grande alegria com o ouro de Rogério Sampaio, no judô. Me empolgou muito porque ele é de Santos, cidade onde já passei muitas das minhas férias e até hoje meus tios moram.

Mas emoção de verdade eu senti quando a equipe de José Roberto Guimarães despachou a Holanda e faturou o primeiro ouro de esportes coletivos da história do Brasil em Jogos Olímpicos. Parecia um título de Copa do Mundo, competição que o Brasil vivia uma grande seca e talvez isso tenha ajudado a alavancar o vôlei, que vinha de boas competições nos anos anteriores. Ao fim da partida fomos para a rua, pegamos um barbante, amarramos nas grades das casas e fizemos da bola dente de leite das peladas, uma bola de vôlei. Eu era o Maurício, outro era o Giovane, outro era o Tande, e assim por diante. O Brasil começava ali a se tornar o país do voleibol.

A equipe de Zé Roberto alinhava com Maurício (levantador); Paulão e Carlão (de centrais); Giovane e Tande (pontas); e Marcelo Negrão (oposto). No banco o treinador ainda contava com Jorge Edson, Janelson, Douglas, Talmo, Pampa e Amauri, o único remanescente da Geração de Prata que ganhou medalha em 1984, nos jogos de Los Angeles.

Nosso time começou vencendo Coréia do Sul, Holanda e Argélia por 3x0, além de bater a CEI e nosso grande rival da década de 90, Cuba, por 3x1. Encerramos a primeira fase com cinco jogos e cinco vitórias, vencendo 15 sets e perdendo apenas dois.

Nas quartas batemos o Japão por 3x0 e fomos confrontar o todo poderoso Estados Unidos, que vinha de um bicampeonato olímpico e contava com a base campeã olímpica de 1988, feras do naipe de Samuelson e Timmons. Após perder o primeiro set, José Roberto Guimarães controlou a ansiedade da equipe e viramos para 3x1, com parciais de 12/15 – 15/8 – 15/9 – 15/12, classificando para mais uma final olímpica.

Na decisão contra a Holanda foi um novo passeio verde e amarelo comandado por Marcelo Negrão , assim como já havia sido no jogo da primeira fase.  As parciais de 15/12 – 15/8 – 15/5 mostraram a superioridade de nossa seleção durante toda a competição.

A partir do saque final, o que nos deu a medalha de ouro, o mundo passava a respeitar o Brasil como uma potencia do voleibol, a partir dali e pelos próximos 20 anos, brigaríamos por todos os títulos possíveis, e é exatamente esse instante a minha primeira grande recordação olímpica.

Fui!
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...