sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A fábrica de ilusões do futebol

Fala galera!

Quem aí quer ser jogador de futebol aqui no Brasil? Ou melhor, quem já teve esse sonho, pelo menos uma única vez na vida? Aquele momento em que você vê seu time jogando e pensa "já pensou se eu fizesse este gol do título?" ou então numa disputa de pênaltis depois de um jogo acirrado, você goleiro sonha em ser glorificado e santificado após uma defesa milagrosa.

E quando você vê os atros do futebol mundial desfilando em carrões, com lindas modelos, mansões espalhadas pelo mundo, roupas de grife e com a "vida ganha", mesmo tão novos? Por que eles, meu Deus? Por que isso não acontece comigo? Pois bem, todos sabemos que a realidade de um jogador de futebol é muito diferente. Mas agora, os números estão aí pra comprovar o triste cenário da vida dos aspirantes a ídolo mundial do esporte.

Os dados e informações foram obtidas por meio do sistema que regula os processos de registros e transferências de atletas no Brasil, que passou por uma modernização no ano passado e foi aperfeiçoado neste ano. Os direitos de imagens não são levados em conta. E, obviamente, os ganhos com publicidade e patrocinadores também não.

Então vamos lá: se você fosse jogador de futebol aqui no Brasil, você teria 82% de chance de ganhar só até R$1.000,00, sabia? É isso mesmo: 82.4% dos atletas cadastrados ganham até R$1.000,00 mensais. Até R$1.000,00. O que nos diz que pode ser (bem) menos que isso. Sim, há jogadores que recebem o mesmo que serventes de pedreiro, por exemplo, algo em torno de R$600,00/mês. A esmagadora maioria - 96.08% dos jogadores - não passa dos R$5.000,00.

São 23.238 jogadores cadastrados e sabe quantos ganham acima de R$500 mil por mês? Um! Isso aí, UM jogador ganha acima de R$500 mil. Novamente, os direitos de imagem e ganhos com patrocinadores/publicidade não estão computados aqui. Apenas Alexandre Pato, que agora foi emprestado ao Chelsea recebe mais que meio milhão por mês, segundo o sistema de registros.

A realidade dos jogadores está anos-luz da vida vendida pela mídia, do "padrão Fifa" de qualidade. A chance de se chegar num "patamar Neymar", por exemplo, deve ser a chance de você encontrar exatamente o grão de areia que você quer, na praia de Copacabana. Além dos baixos salários, problemas como alta taxa de rescisão, alta taxa de desemprego, atrasos no pagamento dos salários e atraso nas decisões judiciais são mais comuns do que podemos imaginar.

O que resta é o sonho. É a esperança daquele menino pobre, que joga bola durante toda a sua infância em um terreno baldio e vê, pela televisão, os lances e gols de Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e cia. É a esperança que move a vida dele. É a esperança que move o futebol.

Até a próxima!
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