sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Obrigado, Kobe Bryant

Já não estava mais tão bonito desde o jogo de abertura do Los Angeles Lakers na temporada 15/16. A noite do dia 24 de novembro foi ainda pior. A pior exibição na carreira de Kobe Bryant. Apenas um arremesso de quadra convertido em 14 tentados. Chutes forçados e pouco trabalhados. Muito desespero em tentar resolver. Chamar para si a responsabilidade de carregar um time nas costas e vencer jogos. Não deu. Não vai dar mais. É, Kobe, vamos ser sinceros... Infelizmente, acabou...

Foram 20 anos prestados exclusivamente ao basquete. Há quem o coloque entre os principais jogadores que já passaram pelas quadras. Um ícone do esporte. Atrai multidões por onde passa. Um rosto conhecido mundialmente. Possivelmente o maior depois da Era Michael Jordan. Talvez o maior Laker da história.

Kobe Bryant já venceu inúmeros rivais. Acostumou-se a vencer. Astro de currículo invejável. Coleciona troféus, premiações, anéis e recordes. Só que até as lendas, um dia, chegam ao fim. Com ele não é diferente. E o adversário da vez é o mais temido por qualquer atleta. Um que se pode até lutar. Mas que é impossível batê-lo. Mais do que outros jogadores, Kobe, hoje, encara o tempo.

A batalha é ingrata. Já há anos ele bate em Kobe. Bate lentamente. E o nocaute está próximo. Lesões no tendão de Aquiles, joelho e ombro. Todas elas tiraram o camisa 24 das temporadas. Ele não teve a chance de aproveitar os últimos anos. Tentar igualar o recorde de seis títulos de Michael Jordan.

Por isso é ainda mais triste ver Kobe Bryant atualmente em quadra. Já era sabido que o Los Angeles Lakers não iria a lugar algum este ano. O time é fraco e jovem. Kobe tenta como dá resolver as coisas. Fosse anos atrás seria até possível. Não é mais o caso. O que a cabeça pensa em fazer não é acompanhado pelo físico.

O jogador força e força. Não à toa é um dos que mais chutam em toda a NBA. A mentalidade de resolver para o Lakers não funciona mais. E ele é cabeça dura. Continua com muitos minutos. Continua o enorme volume de arremessos. Não envolve outros companheiros de equipe. Não desenvolve as jovens peças deste promissor elenco do Lakers. tenta ajudar, mas acaba atrapalhando...

É triste ver o Kobe Bryant de 2015. Triste por termos tido a chance de acompanhar boa parte da carreira de um dos melhores que vimos em quadra. Do cara que fez muita gente ser um apaixonada pela NBA. Do jogador que fez muita gente torcer pelo Los Angeles Lakers.

Este não é o Kobe Bryant que queríamos ver em 2015. Mas é o Kobe Bryant que restou. Ele não precisa disso mais. Que este ano seja mesmo o fim desta brilhante carreira. E que com ainda 54 jogos restantes, ele se respeite. Que o Lakers respeite o grande ídolo. Que Kobe possa ter a despedida que merece. Tenha os minutos limitados, tenha os arremessos diminuídos. E que ele saia do basquete do tamanho que ele merece. Gigante.

Obrigado, Kobe Bryant.
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