terça-feira, 8 de dezembro de 2015

E agora, Vascão?

Fala galera! No último domingo o Vasco da Gama, um dos maiores times de futebol do Brasil, mais do que isso, do mundo, foi rebaixado para a Série B pela terceira vez nos últimos 7 anos. Uma situação que até bem pouco tempo era inimaginável, se tornou uma constante em São Januário.

Para falar um pouco sobre o momento vascaíno convidei o jornalista Bruno Guedes, que é responsável pelo blog Caldeirão Cruz-Maltino, da ESPN FC.

Vamos ao nosso bate-papo, tirem suas conclusões, e comentem também!

Resenha Entrevista - Rebaixamento consumado e boatos para todos os lados sobre uma possível "virada de mesa". Acredita em outro caso como o famoso "Lusagate"?
Bruno Guedes - Bom, o Vasco foi antepenúltimo colocado, e qualquer caso de irregularidades, não deve beneficiar o clube. Se fala em possível doping no Inter, irregularidade em time catarinense. Todos os clubes passaram a adotar a investigação de problemas como praxe, possivelmente, a diretoria cruz-maltina também o faz. Resta saber se existe algo deliberado para prejudicar alguém, como se suspeita que tenha acontecido com a Portuguesa. E é sempre bom tocar nesse assunto, afinal, dois anos depois, não chegaram a conclusão nenhuma, só apontar de dedos.
RE - Quando Eurico Miranda voltou ao Vasco para o mandato atual, ele disse que com ele o Vasco nunca seria rebaixado, também falou a famosa frase "O respeito voltou. Ponto". Até que ponto essas declarações atrapalham o desempenho da equipe no decorrer de uma temporada? 
BG - Acho que não muito, pois a frase que teve mais impacto parece ter sido a de que era mais importante ser melhor domesticamente do que nacionalmente.

RE - Acredita que o título carioca deixou uma falsa impressão sobre a qualidade do elenco cruzmaltino que disputou (pelo menos) o 1º Turno do Brasileirão?
BG - Para mim, a partir da frase dita pelo presidente, o time ligou o 220 para ganhar o Carioca, e depois disso relaxou muito ao cumprir a exigência da diretoria. Claro, o elenco não era maravilhoso, já que tinha jogadores com Christiano e Julio dos Santos entre titulares, mas talvez não fosse time para conquistar 13 pontos no primeiro turno. Com reforços, fez uma campanha de G-4, mas era tarde demais.

RE - O Vasco começou o ano com Doriva (campeão Carioca), teve Celso Roth e encerrou com Jorginho (com ótimo aproveitamento). O desfecho poderia ter sido diferente sem essas mudanças de treinador? Sem Celso Roth o Vasco estaria na Série A em 2016?
BG - É muito difícil cravar qualquer coisa. Talvez, a queda do Doriva tenha sido necessária, já que depois do Carioca o time se perdeu. O que Celso Roth fez foi surreal, já que o time era um bando, que se arrastava em campo, sem qualquer padrão tático, sem jogadas ofensivas, que jogava defensivamente desprotegido. Jorginho fez o básico, ganhou o respeito dos atletas e tentou fazer o time acreditar em si mesmo.

RE - Além das mudanças de treinador, muitos jogadores foram contratados no decorrer do ano, muitos que vieram no início foram encostados. Qual o peso que o elenco "inchado" teve no desempenho final?
BG - A questão do elenco não é ser inchado ou não, é ser ruim mesmo. Há muitos jogadores que não deveriam estar atuando na primeira divisão. Alguns reforços, principalmente Andrézinho e Nenê, melhoraram e muito o time. Bruno Gallo e até Leandrão chegaram a dar contribuição, mas foram muito mais erros do que acertos, como Marcinho, Dagoberto, Jéferson, entre outros. Isso é o pior de tudo.

RE - Quais as principais consequências que o Vasco pode sofrer após esse terceiro rebaixamento?
BG - Difícil dizer, porque é um pouco de previsão do futuro. Em 2013, meu maior temor na queda, era que o acesso não acontecesse. A Série B do ano passado foi tortuosa, por causa da crise financeira, da incompetência de montar um time. A política do Vasco pode ter mudanças nos próximos dias, mas essa turma que está no poder, tem cara de que irá gastar o que pode e o que não pode para subir sem dificuldades, como se isso fosse um mérito, não uma obrigação. Enfim, talvez o buraco em que o Vasco está enfiado fique mais nítido daqui algumas semanas.

RE - Analisando os últimos 10 anos do Vasco, o final da "1ª Gestão Eurico", os dois mandatos de Dinamite, e esse ano de 2015. Se você fosse avaliar a evolução do clube em termos de administração, você diria que o Vasco retrocedeu ou avançou?
BG - O Vasco anda para trás há muito tempo, mas isso não aconteceu nesses últimos dez anos, apenas, é um clube antiquado, extremamente mal-cuidado, que precisaria de muito trabalho para se modernizar. Chances históricas de se redimir, passaram. Difícil imaginar uma saída.

RE - Pra encerrar, uma frase que ouvi de muitos vascaínos no início do ano e queria a sua opinião sobre ela: "Eurico é um mal necessário". O que acha disso?
BG - Na minha modesta opinião, quem diz isso é ingênuo ou mal-intencionado. Eurico Miranda e sua trupe, por muitos anos atrapalharam o Vasco na federação, usando o poder que Rubens Lopes o dá. Como presidente, não havia feito nada de relevante, ganhou apenas um Carioca, prometeu "seleções" e montava times medíocres, passou mais tempo brigando para não cair do que sendo "respeitado". Como a gestão de Roberto Dinamite foi medíocre, ajudou na volta ao passado. A presença dele no Vasco nada mais é do que isso. Um passo atrás.

Então é isso galera! Aí está a opinião de um vascaíno que vive o Vasco a todo instante. Nós, do Resenha Esportiva, torcemos para o clube da Colina volte a trilhar o caminho das vitórias o quanto antes.

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Agradecemos ao Bruno mais uma vez.

Um abraço para todos!

Fui!
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Um comentário:

  1. Um vascaino lúcido. Na vitória e na derrota. É isso que a instituição Vasco da Gama precisa.

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