quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Toca no cone

Fala galera! Antes que os tricolores venham reclamar, o texto não diz respeito ao camisa 9 das Laranjeiras, Fred, e sim ao processo de formação de jogadores que estou acompanhando no Brasil. Desde que os clubes passaram a usar as redes sociais, com destaque para o YouTube, ficou mais fácil ter acesso aos treinamentos diários, e como um inveterado que sou, de vez em quando vejo o que os "professores" fazem.

Pois então... escuto a rodo a expressão "não temos camisa 9" ou "não temos camisa 10". Se continuar assim, não teremos time. A verdade é que nossos treinamentos estão ultrapassados, não ensinam fundamentos, não exigem dos jogadores, não trabalham a velocidade de raciocínio.

Quando eu vejo um atacante sendo marcado por um cone nos treinamentos, eu fico com a impressão de que no jogo será a mesma coisa, e não é.

Como os nossos camisas 9 sairão de situações adversas na partida se durante a semana eles não são exigidos? Como os camisas 10 aprenderão a dar um passe perfeito no ponto futuro se o cone para o qual ele passa, não se movimenta? Como nossos zagueiros e volantes aprenderão a marcar se não chega ninguém com mais de 40 centímetros de altura perto deles durante os treinos?

Talvez eu esteja sendo muito radical, mas quando eu era mais novo e treinava no time do colégio ou até mesmo no time de futsal da cidade, nunca fui marcado por um cone, nem mesmo pelo Fred.

Por hoje é só, deixem a opinião nos comentários.

Fui!
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Um comentário:

  1. Talvez isso explique o surgimento de goleiros com muito destaque, em relação a jogadores de outras posições. Goleiros não defendem bolas chutadas por cones. É de verdade mesmo. Um cone pra marcar movimentação, direcionar taticamente pra onde o garoto tem que correr, eu acho válido. Diferente disso, nem pensar.

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