segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Terrorismo Esporte Clube

Há duas semanas quando comecei a escrever a resenha para a semana passada meu assunto era a seleção brasileira de futebol. Gostaria de ter colocado minha opinião antes dos jogos contra Argentina e Peru, mas por problemas particulares não consegui finalizar à tempo. Queria publicar antes que ocorresse o primeiro jogo, pois escrever depois poderia perder o sentido. Diante dos acontecimentos da ultima sexta-feira 13 na França, desisti de continuar o texto. Acho que ficou sem sentido qualquer competição, qualquer modalidade esportiva em meio a barbárie ocorrida.

Pode parecer estranho para nós brasileiros. Acho pouco provável imaginar um ataque em território nacional, apesar que possivelmente quem não convive diariamente com esta preocupação de segurança pensaria em algo parecido, como um atentado ou algo do tipo. Na normalidade em que vivemos, quando ouvi o replay do som ouvido dentro do Estádio da França, e já era o replay, logo me veio a cabeça os rojões que se ouviam no Maraca de antigamente. A própria torcida quando ouviu deu gritos de comemoração. Esta sensação me causou uma revolta, pois não se imagina o que realmente aconteceu, estando na normalidade.

Quando digo normalidade, pois acredito que quando se esta em meio a guerra, guerreando, é de se esperar que se seja atacado, ou atacar o inimigo é normal. No mínimo se esta preparado. Agora atacar civis, que nada tem a ver com a guerra, ou apenas para enfatizar algo, é completamente bizarro. Perde-se qualquer proposito, qualquer validade, ou sentido. Não dá para reivindicar nada desta maneira. E não se pode dar ouvidos a nada solicitado ou imposto desta forma.

Ano que vem ocorrerá a EUROCOPA na França, e por minha esposa gostar tanto de Paris, já estava imaginando unir o útil ao agradável. Já pensou ser "correspondente" do Resenha em plena EURO, ou mesmo em Roland Garros? Mas fico imaginando o quanto será protegida, vigiada a França nestas épocas. E qualquer passeio perderá seu encanto. Ficará comprometido qualquer situação espontânea entre as torcidas e isto é um absurdo. Quando se tem que abrir mão da normalidade cotidiana, quando o medo vence.

A melhor definição para o ocorrido, não é terrorismo. Isto com certeza ocorreu. Mas o "fracasso da humanidade" me tocou mais. Também me sinto um fracassado, por não poder fazer nada. Por fazer parte deste mundo em que ocorre estas situações, estas bizarrices. De verdade, é sem palavras para esta maluquice. Estou de luto, e não assisti a praticamente nada desde então. Nem o GP Brasil de Formula 1 que sempre assisto me animou.

Enfim, que a normalidade tome as rédeas novamente e que a resposta ao ocorrido, ocorra contra quem de fato o promoveu. Que civis não respondam por isso. Que os esportes não sejam alvo destas manifestações de horror. Entendo o esporte como a antítese de tudo isso: Liberdade, igualdade e fraternidade.


Diego Ribas
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Um comentário:

  1. Terão que tomar mais cuidados com os eventos esportivos daqui para a frente. É notório que a Europa é o alvo.

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