quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resenha Entrevista - Radamés Lattari

Fala galera! Na última segunda o Resenha Esportiva esteve no lançamento do plano de Sócio Torcedor do Juiz de Fora Vôlei, na oportunidade, junto com a equipe do excelente blog Sacando o Vôlei, batemos um papo com o Coordenador de Vôlei de Quadra da CBV, o ex-treinador da Seleção Brasileira Masculina, Radamés Lattari.

Radamés Lattari Filho nasceu no Rio de Janeiro em 15 de julho de 1957. Flamenguista de coração, acompanhou muitos treinos do futebol rubro-negro na Era Zico, já que sei pai era dirigente do clube. Em 1981 assumiu o comando do CRB, de Maceió, sua primeira equipe de vôlei. De lá pra cá passou por diversos clubes brasileiros, entre eles o próprio Flamengo. Em 1997, assumiu o comando da Seleção Masculina de Vôlei após a primeira Geração de Ouro, comandada por José Roberto Guimarães.

Com um trabalho de transição, os resultados não foram os mais satisfatórios, e em 2001 deu lugar a Bernardinho. O que poucos sabem é que foi Radamés que "subiu" muitos dos jogadores que viriam a dominar o vôlei mundial na década passada.

Agora chega de delongas, vamos ao que interessa!

Sacando o Vôlei - Logo nesse início de Superliga já temos várias reclamações sobre o ranking. Como está o posicionamento da CBV quanto a isso?
Radamés Lattari - Em fevereiro desse ano fizemos uma reunião com os 24 clubes que disputavam a Superliga, os 12 do masculino e os 12 do feminino. Por unanimidade, todos disseram que existia um grande equilíbrio na Superliga, e que eles achavam que o texto da Superliga deveria ser mantido nos próximos 2 anos. Foi feito isso. Em abril fizemos uma reunião em que os 10 primeiros colocados da Superliga fizeram uma votação para o rankeamento dos atletas. Todos os clubes mandam seus treinadores, seu supervisores, eles participam dando uma pontuação para os atletas. A CBV recebe aquilo e publica. Quando isso é feito, você não entra no detalhe se aquele jogador foi beneficiado ou prejudicado, porque a gente não sabe se o jogador com 5 pontos, se tivesse 4 ou 6, permitira ou não a manutenção do equilíbrio da competição ou se aquilo é uma vantagem para uma melhor negociação. Eu pergunto a vocês: se vocês organizam um campeonato e os 24 clubes pedem pra continuar daquele jeito, vocês contrariam os 24 clubes?

SV - O site da CBV está com alguns problemas técnicos, sumiu por exemplo, o "ponto a ponto". Isso está sendo resolvido?
RL - Nós esse ano fizemos um investimento nos clubes, foram 1 milhão e 200 no masculino e 600 mil no feminino. A diferença é porque o feminino quis ficar com algumas propriedades, o masculino cedeu. Esse dinheiro é pra pagar despesas de hospedagem, alimentação, arbitragem, transporte... somos nós que pagamos tudo agora. Então tivemos que reduzir as despesas em algumas coisas, os clubes sugeriram reduzir em duas coisas: as estatísticas e o lançamento da Superliga. O lançamento nós fizemos com algumas negociações onde barateamos os custos e conseguimos comprar um sistema chamado "Tie-Break", um sistema utilizado em várias partes do mundo, compramos de um italiano. O que está acontecendo é que a tradução do sistema italiano para o brasileiro apresentou alguns problemas. Eu espero que até a terceira rodada tudo isso esteja solucionado.

Resenha Esportiva - Algum tempo atrás o site da CBV nos possibilitava ver algumas partidas em streaming de vídeo em tempo real. Existe algum projeto no sentido de voltar a ter essas transmissões?
RL - Existe sim, só que da seguinte forma. Todos os clubes tem os vídeos das partidas e eles fazem a troca entre eles por enquanto, mas em breve, voltaremos a ter esse serviço. Não podemos esquecer também que esse ano temos a entrada da Rede TV que transmitirá 26 partidas ao vivo durante a temporada.

SV - Existe algum projeto no sentido de organizar um Jogo das Estrelas na Superliga?
RL - Tínhamos pensado em fazer esse ano até pela qualidade dos atletas estrangeiros que temos na disputa. Não vou dizer que está descartado mas será muito difícil, até pelo pouco espaço que temos no calendário até em virtude das Olimpíadas. Na próxima temporada, quando a Superliga começará bem mais cedo, em meados de outubro, nós teremos um calendário decente e aí sim vamos voltar a fazer uma série de promoções, entre elas o Jogo das Estrelas.


RE - Qual a posição da CBV com relação ao tratamento que a televisão dá aos nomes dos clubes, evitando o nome do patrocinador?
RL - A CBV tem um contrato que vai até 2017 e neste acordo que foi feito há 10 anos atrás dava o direito de não ser mencionado o nome dos patrocinadores. A gente espera na renovação desses contratos uma flexibilização maior, em que a gente gostaria muito de ter o reconhecimento desses patrocinadores.

RE - Fugindo um pouco da Superliga e entrando na Seleção Brasileira. Estamos em um período de transição, nossos craques se aposentando, deixando a Seleção, e uma molecada nova chegando. Como você enxerga essa transição, você que foi responsável pela transição que deu ao Bernardinho esses 10, 12 anos de glória?
RL - Estamos em véspera de Olimpíadas, acho que os jogadores jovens que tinham que ser lançados, já foram lançados, casos como o do Lucarelli. Acredito que o Brasil mesmo fazendo essa transição se manteve sempre ali no bolo. Acredito que nunca existiu um equilíbrio tão grande no vôlei masculino como tem hoje. Acho que temos 8 equipes em condição de brigar pelo título, enquanto que no feminino acredito que temos 4. O Brasil está no bolo das duas, pode ganhar as duas, mas no feminino temos menos adversários em condições. Espero que o Bernardo consiga dar um tratamento diferenciado nesse ano final, que ele possa trabalhar com mais tranquilidade, que possa definir o grupo para as Olimpíadas. O Brasil com apoio da torcida vai brigar pelo ouro, se conquistarmos a medalha no masculino ou no feminino não será surpresa. Só acho que a quantidade de adversários no masculino é muito maior.

É isso aí galera! Se quiserem ouvir o áudio completo basta clicar no link abaixo:


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