sexta-feira, 13 de novembro de 2015

JF Vôlei levanta a torcida e fatura seu primeiro ponto na Superliga

A torcida chegou ao ginásio tímida, calada, o roteiro estava escrito, seria uma derrota por 3x0. Mas o que nem torcida, nem adversários, se bobear nem mesmo o JF Vôlei esperava, é que o diretor desse filme tinha cartas na manga para usar. Alessandro Fadul, o técnico, mexeu no time titular, mexeu nos brios dos jogadores, e o resultado do espetáculo foi outro, muito diferente, muito otimista.

O time da casa começou a partida com Maurício de levantador, Ninão e Diego de centrais, Leandrão, o maior jogador da Superliga com 2,17m de oposto, Djalma e Renato nas pontas, e Fábio, como líbero. Desfalcado de Ricardinho e Luan, o Maringá foi à quadra com Thiago Gelinski, Ualas, Aureliano (que já jogou na antiga UFJF), Thiago Sens, Fukuzawa e Edinho, com Rogerinho de líbero.

Logo de cara foi possível perceber a mudança de postura da equipe local. Com Leandrão parando os ataques adversários no bloqueio e Djalma soltando bons saques, o JF chegou ao primeiro tempo técnico com 8x4 no placar.

A vantagem foi se alternando até o placar indicar 18x13, quando Thiago Sens foi para o saque e encaixou a sua primeira boa sequencia na partida, reduzindo a diferença para os visitantes para apenas 2 pontos. Mas isso não foi suficiente, e com mais um bloqueio de Leandrão e um bom trabalho de Maurício, o time mineiro fechou o set em 25x21, em 31 minutos de partida, fazendo 1x0 na partida.

O segundo set começou muito disputado e com o japonês Fukuzawa, que não havia jogado um bom primeiro set, inspirado. Sem muita vantagem na pontuação, porém com o marcador sempre em favor do time paranaense, o set foi se desenrolando e com quase 35 minutos de disputa, o oposto juizforano Leandrão cometeu uma invasão de quadra, decretando a vitória dos visitantes por 26x24, empatando a partida em 1x1.



Logo no início do terceiro set a impressão que se tinha era que o Juiz de Fora teria facilidade, chegou a abrir 8x5 e depois 10x7, após Fukuzawa pisar na linha durante o saque. Com o placar em 13x9 Thiago Sens voltou ao saque e o problema estava formado. Foram 7 pontos consecutivos, fazendo a diferença que era de 4 pontos a favor, se transformar em 3 contra. Pra piorar, Fukuzawa voltou a virar as bolas, causando pânico na defesa adversária e o placar chegou a 19x14. Foi então que Fadul voltou a ser o personagem principal. Com uma inversão do 5-1 ele colocou o capitão da equipe, Mark, e Felipe, levantador que foi titular durante todo o Campeonato Mineiro. Pronto, era o ânimo que o time precisava. Mark foi para o saque, encaixou uma, duas, três bolas, um ace, e o placar estava empatado em 20x20. Dali em diante as equipes se alternaram no placar até que o time local fechou o set em 25x23, com 34 minutos de jogo, e abriu 2x1 na partida, conquistando seu primeiro ponto na Superliga 2015/2016.

O quarto set começou da mesma forma que terminou os anteriores, muito disputado. Até que com o placar anotando 9x8 para o Maringá, o japonês voador começou a soltar o braço, foram 4 pontos seguidos de Fukuzawa, elevando a vantagem para 5 pontos, vantagem essa que o time da casa não conseguiu recuperar, e após um saque para fora de Ninão, o time do Paraná fechou o set em "apenas" 28 minutos, em 25x18, empatando o jogo em 2x2.

E chegou a hora do tie-break, jogo nervoso, discussão do treinador juizforano com Gelinski, o levantador paranaense, e tudo parecia decidido em favor do time visitante. O placar já apontava 14x11, os fotógrafos e repórteres já se posicionavam para o ponto final, e eis que o JF Vôlei começou a tirar pontos da cartola. Foi 14x12... 14x13... 14x14... e como diria Paulo Antunes: "temos um jogo".

Com um ponto pra cada lado, o JF teve o match point mas não virou a bola. Maringá empatou, virou e fechou o set em 19x17, com 28 minutos, fechando a partida em 3x2 e levando a vitória para o Paraná.



CHEGA A MACHUCAR

Perder uma partida em pequenos detalhes não parece ser a situação mais agradável para os atletas, como afirmou o capitão juizforano, Mark:

- Um jogo de dois pontos de diferença no quinto set chega a machucar um pouco, a gente fica um pouco engasgado, mas temos que ter sangue frio pra pensar que foi uma evolução. Da nossa estreia para esse jogo foi uma evolução, estamos nos sentindo um pouco mais a vontade.

Durante o Campeonato Mineiro, com um elenco recheado de juvenis, Fadul teve poucas opções para a rotação do time, bem diferente do que o time de Juiz de Fora demonstrou nesta partida. O treinador gostou das opções:

- Eu confio nos 14 jogadores que eu trouxe para a partida. Como eu sempre digo com eles, 'eu posso saber quem vai começar a partida, mas não sei quem vai terminar'. É gostoso ter essa pulguinha atrás da orelha, saber quem vai jogar ou não, é sempre melhor do que não ter opção.

HORACIO DILEO TORCEDOR

A partida marcou o confronto entre um treinador brasileiro, Alessandro Fadul, e Horacio Dileo, argentino, justamente no dia em que Argentina e Brasil se enfrentariam em Buenos Aires pelas Eliminatórias para a Copa de 2018. Sem saber do adiamento da partida, o treinador do Maringá estava ansioso pelo resultado:

- A primeira coisa que vou fazer agora é chegar no hotel e ligar a televisão para ver o final de Argentina e Brasil.

Avisado pela imprensa de que o jogo foi adiado devido às fortes chuvas, ele brincou:

- Vocês estão brincando com meu coração? Foi adiado? Qual o motivo? Chuva? Eu queria voltar a fazer 7 como a Alemanha fez... estou brincando! Eu respeito muito vocês. Falando sério agora, para nós todos os jogos são muito difíceis. Nos preparamos muito mas jogamos só três jogos. Nossa evolução será dentro da Superliga. Com muitos desfalques de jogadores importantes, os jogadores que entram sentem a necessidade de mostrar que eles podem jogar, e isso é bom.

Ficha Técnica

JF Vôlei 2 x 3 Copel Telecom Maringá
Ginásio da UFJF - Juiz de Fora (MG)
Público Pagante: 269 pessoas
Troféu Viva-Vôlei: Aureliano (Maringá)

JF Vôlei: Maurício, Ninão, Diego, Leandrão, Renato, Djalma e Fábio. Entraram: Tatinho, Tárik, Felipe, Mark e Ricardo.
Técnico: Alessandro Fadul

Copel Telecom Maringá: Thiago Gelinski, Ualas, Aureliano, Edinho, Fukuzawa, Thiago Sens e Rogerinho. Entraram: Guilherme, Deivid, Arthur e Elder.
Técnico: Horacio Dileo.

Fotos: Thiago Campos
Texto: Luiz Paulo Knop
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