terça-feira, 6 de outubro de 2015

Viva ao Futebol

O futebol chegou ao Brasil em 1895. Charles Miller foi o grande responsável por isso, o paulistano veio da Inglaterra com um jogo de uniformes e um objeto esférico, chamado pelos britânicos de “ball”. Daí esse esporte diferente que acaba de chegar começa a se espalhar pelo país, a paixão começa a tomar conta, ainda que um esporte amador. A imprensa não botava fé na divulgação dele porque não via o interesse do público. O que aconteceu foi o contrário.

Em menos de 30 anos o futebol já era o esporte mais popular do país. A imprensa via a necessidade de divulgar, o rádio esportivo passou a depender diretamente dele e o futebol passou a depender do rádio. Daí vieram as primeiras transmissões, os programas esportivos, chegou a TV... O crescimento era gigantesco. No final da década de 70 já éramos o país do futebol.

Mas porque que o futebol se tornou a paixão nacional? Cada um tem uma resposta em mente, cada um vê o futebol de uma maneira. Pode ser pelo dinamismo que ele traz, um esporte que não para, é bola rolando todo tempo. Ou então pela emoção que uma partida é capaz de trazer. Aquela final com o jogo empatado em 2x2 e aos 44 minutos do segundo tempo sai o gol do título, sendo irregular ou não. Vai falar que não é emocionante? Do mesmo modo que possa ser pela a arte do jogo. Também tem a zoação com o companheiro no dia seguinte.

Enfim, são vários aspectos que torna do futebol um esporte maravilhoso. Onde quero chegar é na questão do uso da tecnologia na arbitragem brasileira. Torcedores de diversos times alegam que árbitros agem de má fé contra uns ou a favor de outros. As confederações veem um certo despreparo ou até mesmo defendem o simples fato de que errar é humano, e sim, errar é humano. Cada um com sua visão.

Na semana passada a International Board, organização da FIFA que é responsável pelas regras, não autorizou a CBF de utilizar a tecnologia como teste no Brasileirão do próximo ano. Mais uma vez as opiniões divergem. Mas estou com a FIFA. Não à tecnologia no futebol!

Os árbitros agem de má fé? Acredito que sim, em determinados jogos, mas são pouquíssimos. Ah! Mas a preparação é ruim. Sim, é ruim. Entretanto, podem melhorar. Não é necessário o uso dessa tal tecnologia. Quando Charles Miller chegou com o futebol não tinha esse problema. Existiam erros de arbitragem? Existiam, só que o esporte não deixava de ser um espetáculo por isso.

Se a tecnologia resolveria o problema de arbitragem eu não sei, mas acredito que sim. Portanto o dinamismo do futebol ia acabar. Convenhamos, parar o jogo para o árbitro verificar se o lance estava irregular ou não ia ser um “saco”. Pior se a jogada fosse legal.

O que seria da história do futebol sem o gol de mão do Maradona na Copa de 1986? Ou então o de Túlio Maravilha, na Copa América contra a Argentina, em 1995? Aquele gol da Inglaterra na final da Copa de 1966, contra a Alemanha, o juiz validou, mas a bola não entrou.

São vários lances que ficaram para a história. E se tivesse a tecnologia não iriamos recordar de tais fatos até os dias de hoje. Com estes recursos modernos não teremos história, não teremos emoção, não teremos dinamismo, aí se vai naturalidade do futebol.

Mário Soares
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