quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Tiro no pé?

Fala galera! No último sábado aconteceu a terceira edição do NBA Global Games Brasil, realizada na Arena HSBC, no Rio de Janeiro. Ao contrário dos dois anos anteriores onde a NBA montou a festa para duelos entre os times de lá, dessa vez ela resolveu apostar em uma parceria com a NBB e confrontar o Orlando Magic com o Flamengo, time da casa.

A ideia que aos olhos de muitos flamenguistas poderia ser brilhante, se mostrou ruim para o fã do basquete, mesmo que os jornais do país não falem.

É a segunda vez que vou ao evento, no ano anterior estive em Cleveland Cavaliers x Miami Heat e ficou visível que o público de 2014 era muito superior ao de 2015. Também senti falta das musiquinhas durante a posse de bola, se ano passado elas eram constantes, esse ano minguaram e raras vezes apareciam.


O jogo em si não foi de bom nível técnico e isso já era previsto, já que a diferença entre os times é gritante, mesmo que muitos a neguem. Enquanto o Orlando levava entre 10 e 14 segundos para se posicionar em uma situação de arremesso, o Flamengo levava entre 20 e 24, a maioria dos "chutes" eram com os jogadores sem equilíbrio. E isso não quer dizer que o nível do time é ruim não, quer dizer que o basquete praticado nos Estados Unidos ainda está muito, mas muito acima do resto do mundo. A intensidade do jogo deles é muito superior à praticada aqui, e por isso, cada dia mais, dependemos dos atletas de lá para defender a nossa seleção.

O destaque sempre positivo fica por conta do entretenimento. Os americanos são especialistas nisso, eles conseguem transformar um jogo ruim, um evento com problemas, em algo acima da média.

O show do mascote Stuff, do Magic, é um espetáculo à parte. Hora em "pelúcia", hora em ritmo de Air Stuff, ele deixa a plateia vidrada na quadra. Além disso ainda temos as sempre bem apresentadas (ficou mais legal essa palavra né?) cheerleaders, que dançam, dançam, dançam e não perdem o fôlego. Tivemos também um equilibrista maluco que deixou a equipe da ESPN Brasil de costas para a câmera. Fora isso tem as inúmeras homenagens que a NBA presta a ex-jogadores e a presença de celebridades. E ainda temos as diversas brincadeiras que o público pode participar tanto em quadra quanto fora dela.

É um evento que aconselho para todos que gostam do esporte. Mas admito um tiro no pé da NBA ao colocar o Flamengo na jogada. Entendo a importância dessa integração para o basquete nacional, é muito boa! Os clubes nacionais podem aprender muito, principalmente nessa parte do entretenimento antes e durante as partidas (não temos isso por aqui em esporte nenhum). Mas quando você trás algo novo (três anos ainda é muito recente) para o Brasil e coloca um time de torcida, como o Flamengo, de um dos lados da quadra, você praticamente diz para o público "eu não quero o apaixonado pela NBA, eu quero o torcedor do Flamengo".

Se fosse qualquer outro time do Brasil, acredito que aconteceria o mesmo, você limitaria o seu público, como aconteceu... muitos amigos que foram no jogo do ano passado, não foram esse ano pois não tinham interesse em "ver o Flamengo". Ver uma partida da NBA é algo muito distante para a maioria de nós, e quando temos uma oportunidade, simplesmente nos tiram essa chance.

Acredito que o tiro que a NBA deu no alvo brasileiro em busca de um público diferente, acabou acertando o próprio pé e coloca em risco o futuro do evento. Espero que eu esteja errado, pois não vejo a hora de chegar a próxima edição.

Fui!
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

2 comentários:

  1. Um belo evento com certeza para quem gosta de basquete.

    ResponderExcluir
  2. Eu não vejo dessa forma. São jogos festivos cujo principal apelo é a expansão da marca NBA. Escolheram o time de maior projeção nacional no momento (flamengo, tricampeão nacional e de maior torcida!) e fizeram o evento. Acho que para quem não acompanha a NBA, colocar um time FIBA do Brasil, sendo o Flamengo, pra jogar contra um time de padrão NBA, desperta uma curiosidade. Lógico que para quem acompanha o basquete americano, não tinha tanta graça, considerando o nível técnico das duas equipes.. Em tempo, ano que vem é provável que não tenhamos nba global games por conta dos jogos olímpicos (o "maior jogos olímpicos da história", a conferir!)

    ResponderExcluir

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...