terça-feira, 20 de outubro de 2015

Subiu! É Série B!

O Galo subiu! É Tupi! É Série B!! Um grito que estava engasgado desde a derrota para o Papão nas quartas de final do ano passado, quando o time mineiro havia feito uma primeira fase impecável e a torcida já dava como certa a vaga na Segunda Divisão de 2015. Não deu, mas a esperança não acabou.

Com um time limitado, a menor folha salarial da competição, uma campanha ruim no Mineiro e a sensação do "vamos brigar para não cair" o Galo Carijó foi comendo pelas beiradas, sofreu poucos gols, conseguiu vitórias importantes, chegou a liderar o Grupo B até as rodadas finais, quando perdeu três partidas seguidas e por muito pouco não foi eliminado. Mas era o destino...

Tudo parecia caminhar para o lado contrário, mas não... um primeiro jogo em Juiz de Fora abrindo as quartas de final, dois gols de cabeça, dois cruzamentos de Marco Goiano, e a vantagem que o Tupi levava para Arapiraca era a certeza que a torcida precisava para soltar o grito de Série B.

Mas como já contamos aqui, com o Tupi não existe comemoração antecipada. Cerca de 3 mil pessoas lotaram a Praça Antônio Carlos, onde um telão foi montado, para assistir a partida. Famílias, amigos, desconhecidos, tudo com um único objetivo, gritar "Galo" cada vez mais alto.

Um primeiro tempo morno, com o time de Juiz de Fora contando com mais oportunidades. Só faltavam 45 minutos, a vaga se aproximava... de repente, com a bola perto da intermediária, um grito de gol surgiu, do nada, sozinho, ninguém conseguiu entender... até que cerca de 10 segundos depois, com um delay digno do meu grupo de WhatsApp, a explicação veio... Kaio Wilker recebe de Goiano e mete um golaço e abre o placar, era o gol que praticamente selava a classificação, já que a partir desse momento o ASA teria que marcar 4 vezes. Sobre o grito de gol isolado, descobrimos que um torcedor estava com um radinho em mãos, e a informação chegava pra ele muito antes da imagem do telão.



Pronto... os 43 minutos seguintes seriam de olho no telão e ouvido no torcedor, qualquer reação dele, significava que algo acontecera em Arapiraca. E foi assim aos 35 do segundo tempo, quando Marco Goiano, aquele das três assistências (duas no primeiro jogo e uma no segundo), fez o 2º da partida, o 2º do Tupi, e sepultou qualquer chance de reação do ASA, que ainda marcaria o seu golzinho de pênalti, minutos depois, mas que em nada mudaria para definir o último classificado da competição.


A partir de então era só aguardar o apito final e comemorar, e que comemoração que fizemos! Para mim uma novidade, eu que já fui em carreatas para comemorar títulos, dessa vez estava comemorando um acesso, foi uma emoção diferente, mas não menos legal.



Foi um acesso merecido, sofrido, que coroa uma cidade que luta por essa afirmação há muitos anos, mas que poucas vezes esteve tão perto. Para 2016 a meta é permanecer na Série B, mas isso é assunto para um outro post, em outro momento.. agora eu só quero comemorar, porque NÓS VOLTAMOS!!

Fui!
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