quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Apertando a buzina

Fala galera! Se você tem carteira de habilitação e costuma dirigir frequentemente nas cidades brasileiras, vai entender bem o que vou falar, se não for, espero que entenda também. Imagine que está parado em um semáforo, ele fica verde, você está em ponto morto e vai apertar a embreagem para engatar a primeira marcha e arrancar com o carro, nesse meio tempo, cerca de 2 segundos de reação, os carros atrás de você já começam a acionar a buzina de forma ensandecida, algo do tipo “anda aí rapá!”, “vamo que to com pressa!”, “ooo moleza!”. A sua reação que era natural, de acelerar o carro, se torna um filme de terror...

E o que isso tem a ver com o esporte? Quando estou debatendo futebol com amigos, é justamente como esse motorista que eu me sinto. Enquanto o sinal está fechado, enquanto o time está ganhando, está tudo ótimo. Bastou abrir o sinal, bastou uma derrota, um empate com atuação ruim, que pronto... todos perdem a linha.

Vejam o “caso Oscar” na Seleção Brasileira. O jogador foi cortado da Copa América por lesão, durante a competição em várias conversas entre amigos dizíamos que faltava um jogador como ele, um cara que faz a marcação e ainda funciona como um elo de ligação entre meio e ataque. Várias vezes falamos sobre isso! Bastaram duas atuações questionáveis para ele virar “persona non grata” com a amarelinha.

E o Oswaldo de Oliveira, treinador do Flamengo? Ontem, após a derrota para o Figueirense pelo Brasileirão, resultado possível de acontecer, já li os primeiros “fora Oswaldo”. E pensar que há uns 20 dias atrás ele era considerado o salvador da pátria, o cara que levaria o Flamengo ao G4 e de repente, até mesmo, ao Hepta.

O torcedor brasileiro é chato, é ranzinza como um todo, não tem padrão. Nós sofremos com uma síndrome que ataca o momento. Nós queremos copiar a Europa, criticamos a troca de treinador constante em nosso país, mas somos os primeiros a pedir a cabeça do técnico. Pedimos maior amor à camisa, como nas décadas passadas, mas somos os primeiros a exigir a saída do jogador.

Com essa bipolaridade, só temos duas opções: continuamos apertando a buzina loucamente ou passamos a ter mais sensatez. Como o assunto é Brasil, eu fico com a primeira opção, nossa cultura não nos permitirá mudar.

Fui!
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