quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Férias - Capítulo 1

Depois de tantos dias longe, confesso que estava com uma certa vontade e ansiedade para voltar. Sempre que posso aproveito a passagem por cidades que estou conhecendo para visitar locais de modalidades esportivas, principalmente estádios e clubes de futebol. No final do ano passado conheci o complexo olímpico da cidade de Barcelona. Foi incrível! Estar no local em que assisti pela televisão a minha primeira Olimpíada em 1992. De passagem por lá fiz o "tour" no "Camp Nou". E mais uma vez fiquei maravilhado e principalmente impressionado com a estrutura do Barça.

Já nestas férias, comecei a viagem na América do Sul. Em Montevideo pude conhecer o lendário estádio Centenário. Lindo, fiquei arrepiado, mesmo entrando no estádio vazio (sempre que posso, tento assistir um jogo, mas desta vez não deu). Ali comecei logo a fazer comparações, como já havia feito em Barcelona. A realidade uruguaia está mais próxima da nossa, principalmente antes das arenas construídas para os jogos da Copa do Mundo de 2014. Apesar de empolgado, o estádio é velho e o seu entorno estava um pouco sujo. Alguns moradores de rua estavam dormindo a sua volta, nos muros. Isso me entristeceu um pouco.


Dentro do estádio, me empolguei novamente e esqueci a tristeza de fora. Ainda mais quando encontrei uma bola na arquibancada que tinha o emblema do Arsenal da Inglaterra (mais pra frente nos capítulos desta serie sobre as férias acho que tenho a resposta para o escudo do Arsenal, apenas acho). Voltando à "redondinha". Ela estava um pouco vazia, mas não resisti. Gritei para os rapazes que aparavam a grama perto do gol. Eles deram sinal positivo. Ajeitei com carinho a "pelota". Chutei forte. A bola voou, um barulho meio abafado de bola murcha. O estádio vazio deu a acústica perfeita. Ergui os dois braços a comemorar o meu gol. A bola quicou perto da bandeirinha, longe do cara aparando a grama onde ela não cresce... Mesmo assim, fiz o meu "gol" no Estádio Centenário de Montevideo. Vocês não entenderão, mas foi emocionante.


Como disse, as comparações são inevitáveis. Apesar do gol e de ficar emocionalmente ligado ao "monstro de concreto e aço", deu para entender um pouco da decadência do futebol uruguaio. Por associação, a decadência daqui também. Quando saí do estádio, lembrei do ano anterior, do Camp Nou e fiquei pensando: "não tem como competir de igual para igual". Mesmo o Peñarol sendo grande, sua estrutura é defasada. O maior estádio deles, o símbolo do futebol celeste não chega aos pés do estádio do Barcelona, pensando que o maior estádio da Catalunha seria o principal da Espanha, mas nestas férias ainda tive a chance de visitar o Santiago Bernabeu em Madri. E este será um novo capitulo.

Apenas para registrar minha impressão. O New Maracanã, nosso mais famoso estádio (ou arena, como queiram), não tem a magnitude do Camp Nou, nem do Centenário (mesmo não tendo assistido um jogo e sentido o clima de uma partida em Montevidéu, coisa que já fiz no Maraca, no New Maracana e no Camp Nou). O antigo Maraca, mesmo o já reformado em 2000 para o Campeonato Mundial de Clubes, tinha esta magnitude, uma grandeza. Sei lá, o antigo Maraca, parecia maior. Sem saudosismo, apenas uma impressão sobre o futebol. Assim como o Maraca parecia maior, o nosso futebol era maior, sem dúvida. Mesmo um pouco mal cuidado, o Centenário me agrada mais... Valeu muito ter feito um gol lá...

Diego Ribas
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