sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Voa, Bolt!

Fala galera!

Todos sabemos a dificuldade que é um time ou uma seleção se manter na elite. Independente do esporte. Mais difícil ainda, é um atleta, uma única pessoa, chegar e conseguir se manter na elite por tanto tempo. São aqueles atletas incontestáveis, que, gostando ou não, você tem que colocar o rabo entre as pernas e admitir que são gênios, estão em outro patamar, são quase inatingíveis.

Um desses casos, sem sombra de dúvida, é o jamaicano Usain Bolt. Há mais de 3 anos (no dia 11 de agosto de 2012, veja como o tempo passa rápido) fiz um post aqui no Resenha em homenagem a este super atleta da Jamaica. Alguns diziam que ele já estava no seu auge, havia acabado de se tornar o único bi-campeão olímpico dos 100m e 200m rasos. Além disso, era o detentor de todos os recordes mundiais e olímpicos. Pois bem, 3 anos se passaram e Bolt continua no seu auge, dá pra acreditar?

O ano não estava empolgando. Bolt não estava conseguindo atingir suas marcas como antes. Eis que vem o Mundial de Atletismo 2015, em Pequim. A história se repetiu. No Ninho da Pássaro, no final de semana passado, tivemos a oportunidade de assistir à final dos 100m rasos. Mas a história começou muito antes. Na prova classificatória, Bolt tropeçou na largada, perdeu um tempo considerável, conseguiu se recompor e garantir sua ida para a prova final. O resultado da final já é o esperado, Bolt bateu o americano (e até então favorito) Justin Gatlin e ficou com o ouro. A diferença entre eles foi de apenas 1 centésimo, isso mesmo, 0.01s. Pra quem não viu, a hora é agora:


Ontem, foi a vez dos 200m rasos. Usain Bolt, no seu melhor estilo, brincou. Literalmente. Deixou Gatlin pra trás e ainda comemorou antes de cruzar a linha de chegada. Brincando, fez o melhor tempo do ano. Imagina sem brincar. Suas últimas 4 passadas já foram descompassadas, fazendo reverências com as mãos e sorrindo. Se tornou tetra-campeão dos 200m rasos, com o tempo de 19.55s. Um monstro.



Foi a décima medalha de ouro do jamaicano na história dos Mundiais - 12 pódios no total com duas pratas em Osaka-2007 -, e ele se junta ao seleto grupo de atletas tetracampeões em uma mesma prova: Michael Johnson (EUA, 400m), Hicham El Guerrouj (MAR, 1.500m), Haile Gebrselassie e Kenenisa Bekele (ambos ETH e nos 10.000m) e Allen Johnson (EUA, 110m com barreiras). E Usain Bolt ainda pode se tornar quatro vezes vencedor em Mundiais de outra prova em Pequim: o revezamento 4 x 100 metros.

Depois, ele se despedirá dos Jogos Olímpicos aqui, no Rio de Janeiro, em 2016, para se aposentar das pistas no Mundial de Londres no ano seguinte. Será a busca pelo inédito tri-campeonato olímpico, tanto nos 100m, quanto nos 200m rasos. Uma honra poder acompanhar a história sendo reescrita aqui, no nosso país.

Até a próxima!
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...