quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Inter (nado) na UTI

Porto Alegre, 27 de maio de 2015, aproximadamente 21:30. O Internacional acaba de bater o Santa Fé, da Colômbia, pelas quartas de final da Copa Libertadores da América. A equipe de D´Alessandro, Juan, Aranguiz, Nilmar, Lisandro López e Eduardo Sasha chega à semi final com pinta de campeão. No banco desse time ainda tem Rafael Moura, Réver, a revelação Valdívia e Alex. É elenco pra ninguém botar defeito. Ainda tinham a chegada de Anderson, ex-Grêmio e Manchester United, que retornava ao Brasil.

Mas veio a parada da Copa América, o Tigres, seu adversário na semi, se reforçou, jogadores importantes do elenco colorado se machucaram, e a história foi diferente do que o Brasil pensava que seria. Inter eliminado com uma humilhante derrota no jogo de volta lá no México e Diego Aguirre, o treinador que até então era revolucionário para dirigentes e imprensa, começava a balançar.

Após a eliminação veio um empate em casa contra a Chapecoense, jogo sem gols, e não tinha mais jeito, o treinador uruguaio estava fora dos planos para o resto da temporada, mas o pior ainda estava por vir...

Arena do Grêmio, 9 de agosto de 2015, exatamente 74 dias depois da certeza do título veio a incerteza do futuro. No Grenal 407, ainda com treinador interino, o time do Beira Rio foi atropelado. Foram cinco gols e mais um pênalti perdido por Douglas, camisa 10 do maior rival. A pancada doeu em todas as partes do corpo e sacudiu as estruturas vermelhas. Os gols de Luan (2), Giuliano e Fernandinho, somados ao gol contra de Réver, uma das grandes contratações para a temporada, deixou dúvidas sobre a real qualidade dessa equipe e também sobre a gestão do clube, que até então parecia das melhores do país.

Um time que se acostumou com as conquistas nos últimos 10 anos, em pouco tempo se transformou em chacota do rival e fez a imprensa "maria-vai-com-as-outras" questionar o elenco antes considerado excelente.

A equipe tem dois jogos complicados pela frente (Flu em casa e Cruzeiro fora - texto escrito na terça, antes da 18ª rodada) e dois tropeços podem significar voltar a lutar contra o rebaixamento, que por hora parecia ser apenas um acidente de percurso.

A meu ver o Inter ainda tem um time muito superior a muitas equipes da elite, resta saber se o novo comandante (que ainda não está escolhido) conseguirá organizar o que o tsunami mexicano destruiu e tirar o time da UTI das manchetes.

Vamos aguardar... fui!!!
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