quinta-feira, 2 de julho de 2015

Saber virar a página

Minha noiva é assinante da revista Vida Simples da Editora Abril, e na edição 157 do mês de abril de 2015 a reportagem de capa era sobre as etapas, ciclos de nossas vidas, intitulado de “Saiba virar a pagina”. Ciclos e etapas que por vezes chegam ao fim naturalmente. Mas que em muitos casos necessitam da nossa percepção e discernimento, para perceber o inicio ou hora de por fim e seguir ou não para uma nova direção. A reportagem é muito boa, e vale a leitura, assim como todo o resto da revista que em minha opinião, é uma das melhores publicadas no Brasil atualmente.

Comecei citando e também de uma forma indicando esta leitura, pois acredito que tenha muito de verdades sobre o atual momento de vários esportes no Brasil as vésperas das próximas Olimpíadas que serão realizadas no Rio de Janeiro no ano que vem. Não só do futebol, nosso principal e preferido esporte, mas de todas as modalidades praticadas no país. População enorme, país continental, deveria ser mais um dos motivos para que fossemos realmente uma potência olímpica. Fato é que não somos, e fato é que não seremos tão cedo. Lendo a reportagem, comecei a pensar e associar em tudo que envolve o esporte no Brasil. Sim, são muitas variáveis, que realmente não daria para serem citadas aqui, em poucas palavras.

Independente das muitas variáveis de cada modalidade, das peculiaridades de cada situação, a verdade mesmo é que não sabemos e não soubemos virar a pagina. Mudar a estação, mudar a direção, mesmo quando estava na cara, quando era obvio que devíamos seguir um novo caminho. Pra citar um exemplo recente, quando tomamos uma lavada de 7x1 no futebol, nosso principal esporte, no principal campeonato da modalidade. O que mudou de fato de lá pra cá? Será que estamos esperando o FBI levar todo mundo? Pena, mas eles não vão levar.

O que estou querendo dizer é que estamos às vésperas do maior evento esportivo de quase todas as modalidades e não temos uma base em nada, em praticamente nenhuma modalidade somos unanimidade. É claro que é impossível ser forte em todas, mas também podemos pensar que é impossível sermos medíocres na maioria (e somos, infelizmente), tendo um país tão populoso e continental, com uma das principais economias do mundo. 

Apenas pra citar, o Rio de Janeiro, uma das principais cidades do país, não é estranho que tenha que praticamente construir todas as sedes de todas as modalidades? Nem o estádio olímpico construído para o Panamericano de 2007 salva! Vergonha!!! É tudo novo, tudo feito para as Olimpíadas, e não para o esporte. Parece até contradição, mas é a realidade. Assim como os estádios feitos para a Copa do Mundo no ano passado. Feitos para a Copa, não para o futebol, basta ver o legado... Que bom que o futebol resiste, mas os outros esportes não tem esta força, infelizmente.

Parece que só vamos virar a página se outra catástrofe acontecer, mas esperamos sinceramente que não seja em junho do ano que vem. Até porque, muitos esportes daqui não tem a carcaça para aguentar o peso de uma vergonha mundial. Nem o esporte do Brasil merece e nem o povo brasileiro. Até lá, é vida que segue, virando a página ou não.

* Diego Ribas
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