quinta-feira, 9 de julho de 2015

Resenha Entrevista - Ualas

Fala galera! Hoje tem mais uma Resenha Entrevista que já deveria ter ido ao ar desde o ano passado, mas como já disse, a falta de tempo pra transcrever as conversas me atrapalharam, aos poucos vou colocando tudo em dia.

O entrevistado da vez é central Ualas, que na época em que conversamos defendia a UPCN da Argentina. O jogador de 2,04m é natural do Rio de Janeiro e já defendeu as equipes do Volta Redonda e do RJX, além da equipe Argentina citada. Notícias dão conta que na próxima temporada ele defenderá as cores do Maringá.

Vamos ver o que o Ualas tem pra nos dizer!

Resenha Entrevista – Em 2013 você esteve no Rio de Janeiro, um dos favoritos à conquista da Superliga, mas nesse ano o clube teve sérios problemas financeiros no meio da temporada. Como foi encarar essa situação? Com vários meses sem receber salário, como fica a cabeça do jogador nesse momento?
Ualas Martins - A cabeça do jogador vai para o saco, desculpe o termo, mas é esse que deve ser usado, porque tinham dois grupos, não sei se todo mundo sabe da história exatamente. Furnas, que era nosso parceiro, esse sim continuou até o final e honrou e que nos deu condição de seguir. Os que se foram eram justamente os que tinham a parte com a OGX, que dava o nome ao time e que era a maior parte, mas o time que ficou que deu base, porém, com tantos problemas é claro que nos afeta também, os que estavam recebendo e eu estava no grupo dos que estavam recebendo. Mas o que mais complicou é que tínhamos um time com Leandro Vissotto, Bruno Rezende, Thiago Alves, Thiago Sens e Mauricio e os cinco foram embora, entre eles quatro foram em menos de uma semana. Bruno anunciou no sábado e Thiago Alves, Leandro Vissotto e Thiago Sens na segunda, três na mesma segunda e jogávamos na terça, ou seja, nós treinamos uma semana nos preparando para um jogo no início da semana, então a gente treinou com um time e jogamos com outro, isso foi muito difícil, no time de vôlei você sabe que tem pelo menos uns dois meses de treinamento, alguns jogos para ter uma adaptação e isso não aconteceu, foi isso que complicou muito ano passado. Mas muitos disseram que nós nem íamos nos classificar e se notou claramente a evolução da equipe no segundo turno, fizemos bons jogos teve uma evolução sim e isso foi bacana. Foram muitos problemas, mas “teve” coisas boas a se tirar, aprendizado.
RE - Eu me recordo que assim que começou o problema, vocês vieram fazer uma partida aqui contra a UFJF, na época vocês ganharam por 3x0 e a torcida daqui já contava como certa a vitória, pelos problemas que o time carregava. Você acredita que essa vitória, apesar de Juiz de Fora estar muito atrás na classificação, deu um gás diferente para equipe?
UM - Vínhamos de derrotas complicadíssimas, os três pontos daqui de Juiz de Fora foram de suma importância para nossa classificação, uma equipe que estava cotada como morta se classificou em quinto. Está certo que a maioria dos pontos foram conquistados ainda com os outros, sim, mas houve pontos em Juiz de Fora, Canoas, Sesi. Houve pontos que conquistamos contra times fortes, então o daqui realmente deu um “up” sim, a gente viu que tinha condição de fazer alguma coisa.

RE - E como surgiu o convite para jogar no voleibol argentino?
UM - Eu estava em casa esperando resolver a situação do RJX, imaginava que fosse ter time um pouco mais modesto, não com o RJX que todos conheceram e foi formado, pensava que fosse montar uma equipe mais simples e que me encaixaria nessa equipe. Foi passando as semanas e nada se concretizou e eu tive o convite daqui, inclusive quem passou minha ficha para os caras daqui do UPCN foi o Marcelo, treinador. Acho que ele pensou, “poxa... um jogador que se esforçou o ano inteiro, passou por dificuldades vai ficar sem equipe”. Então foi ele que passou meus dados e depois foi só assinar.

RE – Conversamos com o treinador da UPCN e comentamos sobre a atua fase do voleibol argentino, hoje ele está um nível um pouco abaixo do brasileiro no que diz respeito a seleção. E o campeonato nacional? Já começaram as partidas do campeonato? Teve algum amistoso? Como está a situação hoje (julho de 2014)?
UM - Tivemos amistosos sim, foram três amistosos, perdemos um e ganhamos dois. Eu estava comentando isso agora, é diferente, é meio difícil julgar se é bom ou se é ruim, tem um exemplo do William que jogou várias temporadas no Bolívar e veio para o Brasil como reforço para um time forte que é o SADA Cruzeiro e está lá ainda, Wallace também estava no Bolívar, veio para o Brasil e se consagrou campeão. Então quer dizer, os jogadores tem passagens fora e voltam para o Brasil bem ou até melhor, então é uma escola diferente onde você pode aprender e somar.

É isso galera! Espero que tenham gostado!

Em breve voltamos com mais uma entrevista!

Fui!

* transcrição da entrevista: Mário Soares
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