segunda-feira, 27 de julho de 2015

O que é ser bom?

Fala galera! Na segunda passada vi um pedaço do programa Bem, Amigos! do Sportv e em determinado momento o treinador Levir Culpi, do Atlético Mineiro, falava sobre a dança das cadeiras do futebol brasileiro no cargo de treinador. É assunto corriqueiro no país mas não achamos um modo de resolver, e com um único comentário e comparação o curitibano da Cidade do Galo resumiu o problema.

Ele disse que o problema do Brasil não está nos resultados propriamente ditos e sim no conceito de resultado que temos. O brasileiro não aceita nada diferente de um título. Mesmo com time inferior nós queremos ser campeões.

Pegamos o Grêmio como exemplo. Alguém discorda que o time gaúcho não tem elenco para disputar o título? Acho que não... o limite do time é uma briga por vaga na Libertadores, no máximo... então os caras demitem o Felipão na 2ª rodada... outro caso é o do Cruzeiro. Marcelo Oliveira fez milagre nas duas temporadas anteriores, levou o time ao bicampeonato com jogadores que antes não eram nem cotados para contratações. Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Egídio... tudo refugo! Agora a diretoria se desfez da maioria deles, foi preciso recomeçar a montagem do time, o que automaticamente deixaria o time mineiro em situação inferior na perspectiva do campeonato. Mas quem disse que esperaram? Já na 4ª rodada ele tava fora... e agora brilha no Palmeiras, mostrando ser um ótimo treinador.

E depois disso veio a comparação que me chocou, mas que tem toda razão de existir. Levir perguntou aos debatadores quem eles prefeririam: Guardiola ou Léo Condé (hoje no Sampaio Côrrea)?

Óbvio que ninguém entendeu nada...


Léo Condé na beira do campo
Então ele explicou. Léo Condé levou uma Caldense sem investimentos até a decisão do Mineiro, ficou invicta até o último jogou, jogou pelo empate inclusive, agora tem no time maranhense a oportunidade de um acesso para a elite do Brasileirão, e não é impossível de acontecer já que a equipe está entre as primeiras colocadas. O mesmo Léo já fez ótima campanha com o Tupi, de Juiz de Fora.

Po... mas o Guardiola é campeão de tudo, como vai comparar os dois? Aí que tá... a meta é diferente, o conceito de bom trabalho é outro. Para os times que o Guardiola treinou, era vencer ou vencer, o investimento é muito alto, é importante o título. E é exatamente por isso que os treinadores europeus ficam tanto tempo no cargo independente de títulos.

Arsene Wenger tem quase 20 anos de Arsenal e o que ele conquistou por lá? Quase nada... mas revelou uma infinidade de atletas, disputou várias Ligas dos Campeões.

A questão é o conceito, o nosso conceito de bom trabalho é equivocado, para nós só serve o primeiro lugar no pódio.

E isso se estende ao Rubinho na Fórmula 1, ao Bellucci no tênis, ao basquete brasileiro... ou ganha, ou não presta.

E fim de papo!

* Luiz Paulo Knop
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