quinta-feira, 25 de junho de 2015

Resenha Entrevista - Adil

Fala galera! Como tudo em nosso blog é esporádico, as entrevistas não seriam diferente, e depois de algumas semanas voltamos com uma entrevista que fiz e que me agradou muito, primeiro por ser com um jogador que acompanhei desde criança, já que ele é natural da cidade onde minha mãe nasceu, e sempre ouvia falar dele, segundo pelo exemplo de superação que ele é, terceiro pela conversa ter sido realizada durante o jogo festivo entre os Amigos do Zico e a Seleção de Juiz de Fora. Enfim... tudo conspirou pra ser uma conversa agradável. Nosso entrevistado é o ex-jogador Adil.

Adil Pimenta de Souza Júnior nasceu em 1963 na cidade mineira de São João Nepomuceno. Apelidado de Nica, começou a carreira no Botafogo local, ainda garoto, e ao passar em um teste migrou para os juvenis do América do Rio de Janeiro. Teve uma lesão no tornozelo que o fez parar por um tempo, sem querer assumir "o problema", o América o liberou. Sorte de Adil... o clube carioca entrou em crise e ele acertou com o Cruzeiro para retomar a carreira.
Em pouco tempo viraria profissional do Cruzeiro e daí em diante rodou por várias equipes do país, fazendo parte de grandes times e conquistando muitos títulos. Entre elas podemos citar Portuguesa, Corinthians, Grêmio, Bahia, Criciúma, Figueirense e Sport. Também passou por clubes de menor porte mas não menos importantes como o Tupi, de Juiz de Fora, o Bragantino, o Araçatuba, o São José e o Juventus, da Mooca, seu último clube como jogador já que logo após defender as cores do Moleque Travesso ele sofreu um grave acidente que chegou a lhe deixar paraplégico.

Com força e determinação Adil voltou a andar, com dificuldade, é claro, mas saiu de uma situação que muitos imaginavam irreversível para se tornar dirigente de futebol no Tupi. E foi justamente em Juiz de Fora, na terra do Galo Carijó, que tive o primeiro contato com ele, foi em 2005 em um programa de rádio que participei e ele estava presente. Agora, 10 anos depois, tive a oportunidade de revê-lo e ter uma conversa mais aprofundada sobre sua carreira.

Confiram as poucas perguntas, mas com boas respostas do guerreiro Adil!

Resenha Entrevista - Durante a entrevista coletiva você comentou que um dos motivos de ter virado jogador era seguir os passos do Zico. O que significa para você esse momento? Podemos dizer que é um momento histórico em sua carreira? (Adil comandou a Seleção de Juiz de Fora em partida contra os Amigos do Zico).
Adil Pimenta - Sem dúvidas, de repente estou recebendo uma homenagem divina, pode-se dizer assim. Porque eu tenho certeza que quando o Léo (organizador do evento) me fez o convite ele não tinha pensado na dimensão que é, eu fiquei emocionado quando ele me convidou. Eu acho que realmente é motivo de orgulho e satisfação poder estar participando de um evento tão bacana e puro como esse, então eu fico realmente lisonjeado.

RE - Em 99 você fez um gol antológico pelo Juventus, um chute do meio de campo que salvou a equipe do rebaixamento em partida contra o Santo André. Comente um pouco desse momento, ele pode ser considerado o gol mais importante da sua carreira?
AP - Podemos dizer que sim. Mas não só pelo gol, mas por tudo que aconteceu durante a partida. Aos 46 minutos do segundo tempo o Juventos ia cair para a segunda divisão o goleiro adversário faz um gol e empata o jogo, a gente vai lá e faz um gol do meio campo, então foi gol importante e o que mais me marcou na minha carreira, sem dúvidas. Como disse o William Bonner na época: o gol desmancha prazer.

RE - Hoje existe uma dificuldade muito grande de jogadores da nossa região brilharem em grandes clubes do Brasil. Você passou pelo Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, inúmeros clubes de renome e foi titular na maioria deles. Você acredita que isso é devido a baixa qualidade do futebol da região, ou na falta de incentivo para os atletas locais? O que seria um fator preponderante nessa questão?
AP - Como disse o Zico na coletiva, a falta do material humano realmente existe, a safra não é das melhores. Se pegarmos uma escala nacional nós temos o Neymar disparado como sumidade, no meu entender, e outros jogadores que vem atrás dele mas não no mesmo nível que ele. Acho que o incentivo nem tanto, porque as condições que se dão aos atletas são muito melhores que na minha época, por exemplo. As concentrações, alimentação e os acompanhamentos são bem diferentes dos que eu tinha. Então realmente acho que falta é a qualidade mesmo, o material humano.

Foi isso galera! Uma conversa rápida mas produtiva, agradecemos ao Adil e aproveitamos mais uma vez para parabenizá-lo pelo exemplo de vida que ele é. Como falei lá em cima, acompanhei praticamente toda sua carreira e confesso que me senti emocionado em ter a oportunidade de poder falar com ele pessoalmente.

Em breve voltamos com mais entrevistas, temos várias já gravadas mas sem tempo para transcrever.

Fui!

* transcrição da entrevista feita por Mário Soares
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