quarta-feira, 3 de junho de 2015

A festa foi boa

Fala Galera! Demorou um pouquinho mas saiu, para quem acompanha nossa fanpage no Facebook sabe que o Resenha Esportiva conseguiu uma credencial para acompanhar o jogo festivo entre os Amigos do Zico x Seleção de Juiz de Fora. Luiz Paulo e eu fomos conferir a festa.

A partida aconteceu no último dia 16 de maio no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, mas antes da partida fomos convocados para a entrevista coletiva do Galinho, que aconteceu nesse mesmo dia, às 11 da manhã. Pegamos a credencial na sexta-feira, véspera do amistoso, daí em diante não paramos mais de pensar no que seria um dos melhores dias da minha vida e do blog.

Enfim o grande dia chegava, a ansiedade tomava conta. Chegamos ao Independência Trade Hotel, local da entrevista coletiva, às 10 da manhã daquele sábado. A entrevista que estava marcada para as 11h, só começou por volta de 12h30, por conta de um atraso do ônibus do time do Zico na saída do Rio de Janeiro. Mesmo com esse imprevisto, nenhum dos mais de 30 jornalistas presentes na sala da coletiva reclamaram do atraso, era o Zico que estava por vir, podíamos ficar mais 24h por ali que "estava valendo".


Dado início a entrevista, Zico foi questionado em variados temas, respondeu a todas as perguntas, sem fugir de nenhum assunto. Foi falado de sua história em Juiz de Fora, de sua idolatria, do futebol atual, entre vários outros.


Perguntado pelo Resenha Esportiva se os jogadores candidatos a ídolos atualmente deixarão um legado do tamanho em que ele deixou 25 anos após sua despedia, Zico respondeu:


“Acho que tudo é questão de identificação com o futebol brasileiro, eu saí daqui com quase 30 anos já totalmente estabilizado e com tudo conquistado no meu país, lógico que isso marca bastante. O tempo passa e por essa ausência de jogadores de certas características, os pais e os avós falam da gente para os jovens, hoje não adianta falar que eles vão conferir na internet e vê que os pais podem aumentar um 'pouquinho' mas mentir não... (risos).”


Zico ainda citou comparação entre Messi e Maradona como exemplo: “Hoje está em voga essa questão de comparar Messi e Maradona, eu acho que a grande diferença do Maradona por exemplo, é a questão de identificação com o futebol argentino, Maradona foi craque na Argentina, na Seleção Argentina, nos clubes argentinos e fora também. O Messi, por forças da vida, ele foi só pra fora, na Argentina ele demorou muito pra se consagrar".


A coletiva com a imprensa terminou por volta de 13h15, depois de uma sessão de fotos, autógrafos e presentes tínhamos que ir almoçar e seguir para o Estádio Municipal.

O Jogo


A partida estava marcada para começar as 17h, mas antes do início tinha a festa da torcida e as diversas homenagens dentro do campo. Foram fotos, declarações, campanhas, tudo para tornar o espetáculo ainda mais bonito.


A seleção de Juiz de Fora entrou em campo com Zé Luiz, Evaldo, Gomes, Betinho Inham e Claudiney; Chem, Manoel e Vander Luiz; Silvano, Luiz Cláudio e Ronaldinho; Técnico: Adil Pimenta.


No lado do Time do Zico, os craques eram: Marcelo Leite; Maurinho, Aldair, Junior Baiano, Valber e Athirson; Ailton,Thiago Coimbra e Petkovic; Cláudio Adão e Zico.


A chuva e o frio não desanimaram o público que esteve presente no Mario Helênio, foram 4.643 torcedores no estádio. Com gritos de “Ei, ei, ei, o Zico é nosso Rei” a torcida se empolgava na arquibancada. Deu-se o início da partida que ninguém imaginava ser tão fácil, 7x0 a favor do time do Zico e mais festa.

Enquanto o jogo rolava, a cada marcação do juiz a torcida esperava uma falta próxima a área para Zico cobrar, até que essa tão desejada falta saiu, mas não era a vez do Galinho e sim de um outro camisa 10 histórico do Flamengo, Petkovic. A segunda falta perto da área foi marcada, Zico vai para bola e a expectativa de um gol de falta do maior jogador da história do Flamengo reinava no estádio. A bola não entrou, mas tirou o “UHHH” da torcida, de tão perto que a bola passou.





O gol de falta não saiu, mas o jogo proporcionou outros golaços, passes de efeitos e dribles desconcertantes. Petkovic marcou duas vezes, um deles um golaço, outro que marcou duas vezes foi Cláudio Adão, com passe de letra de Zico. Beto (Cachaça) e Bruno Coimbra também marcaram. Não faltou o gol do dono da festa, Zico deixou sua marca com um bonito gol, um chute de categoria na saída do goleiro. Assim somados 7 gols contra nenhum da Seleção de Juiz de Fora que até tentou mas o goleiro Marcelo Leite e a trave não deixaram.


Foi um sonho coletivo realizado em Juiz de Fora, um dia que jamais será esquecido por quem estava no estádio. Um belo espetáculo proporcionado aos torcedores e que o Resenha Esportiva tem orgulho de contar para vocês.
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