segunda-feira, 8 de junho de 2015

10 anos de glória

Fala galera! Dia 17 de maio de 2006, Barcelona e Arsenal disputavam o título da Liga dos Campeões no Stade de France, em Paris. No banco daquele Barça vitorioso estavam Iniesta e Xavi, o time titular tinha Ronaldinho, Eto´o e o autor do gol do título, o lateral Belletti. Além desses caras tinha um argentino magrinho e habilidoso que começava a encantar os barcelonistas, um tal de Messi.

Chegamos a 2015, dia 6 de junho, Estádio Olímpico de Berlim, aquele Barcelona que há dez torneios atrás conquistava apenas o seu segundo título, chega ao quinto, o quarto nas últimas dez disputas. Um Barcelona que vê Xavi se despedir da Catalunha levantando o troféu e vê Iniesta em seus últimos anos de carreira. O garoto Messi, aquele argentino, já foi o melhor do mundo em quatro oportunidades, já marcou quase 500 gols na carreira, já é o segundo maior artilheiro da história da Seleção Argentina e o maior artilheiro da história do Barcelona. Nada de mais né?

O Barcelona fez história, não tenham dúvida disso! Na história da Liga dos Campeões só o Liverpool do final dos anos 70 e início dos 80, e o Real Madrid que faturou as cinco primeiras edições da competição, conquistou tantos títulos em um espaço tão curto de tempo.

Mas falar de Barcelona e Messi e não falar de Suaréz e de Neymar, pode parecer tendencioso.

O uruguaio saiu de uma suspensão da Fifa para se tornar peça-chave na engrenagem da equipe, encaixou como uma luva e ainda marcou o gol que pode ser considerado o do título. Já o brasileiro, bem... esse aí merece um parágrafo só pra ele.

Neymar divide a torcida, ele fica entre o amor e o ódio, não tem meio termo. Mas é inegável sua capacidade técnica. Com apenas 23 anos ele já faturou Libertadores, Copa do Brasil, Paulista e Recopa, pelo Santos, Copa das Confederações, pela Seleção Brasileira, e em dois anos de Europa já tem no currículo um Espanhol, uma Copa do Rei, uma Supercopa da Espanha e a Liga dos Campeões. Mais do que isso, foi o terceiro artilheiro do Espanhol desse ano, atrás apenas de Messi e Cristiano Ronaldo, fez gol nos últimos cinco jogos do Barcelona na Liga dos Campeões e de quebra faturou a artilharia da competição.

Diante de todos os fatos, de todas as conquistas, seria muito pensar em Neymar como um dos três melhores do ano? Mais do que isso... seria muito pensar nele como o melhor do ano? Lembrando sempre que a eleição deveria (deveria, mas não é) levar em conta a performance dentro de campo no ano e não nos jornais e revistas.

E com relação ao Barcelona? Sempre torci pro Real na Espanha e na Europa, mas não posso negar o que esse clube vem fazendo. Não dá pra questionar os feitos, seja com Rijkaard, seja com Guardiola, seja com Tito Vilanova, seja com Martino, e também agora, com Luis Henrique. Um time enorme, mas que se tornou gigantesco nessa década.

Ou alguém teimaria em questionar?

Fui!
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