sexta-feira, 15 de maio de 2015

Odvan: a central do Brasil

Fala galera!

Hoje tô aqui pra falar do Odvan, em mais um post dos jogadores folclóricos que o Resenha Esportiva gosta de homenagear. Odvan já começa folclórico pelo nome. Normalmente, quando conhecemos alguém com um nome atípico ou estranho, muitas das vezes esse nome é resultado da junção de outros dois nomes. Mas este não é o caso de Odvan. Odvan Gomes da Silva, hoje com 41 anos, recebeu este nome em homenagem à música do rei Roberto Carlos, "O divã". A história já começa engraçada pelo nome.

Em 1997, Odvan chegou no Vasco. Vinha do Americano, de Campos, com passagens também pelo Mimosense, do Espírito Santo, um dos times de nome mais simpático da história e que também responsável por revelar outra figura folclórica do futebol brasileiro, o atacante Bujica. Com apenas 1,80m, não tinha muita altura, mas compensava com uma impulsão incrível. Certa vez, numa disputa entre Vasco e Peñarol pela Copa Mercosul, Odvan conseguiu saltar por cima de um adversário, tamanha era sua impulsão. Não era parrudo, mas dono de uma força física extraordinária. Lembro de um jogo onde ele carregou o atacante adversário, que o segurava, por uns dez metros. Além disso era um zagueiro sério e duro, e jogava ao lado de Mauro Galvão, o que de certa forma facilitava muito a sua vida.

Talvez Odvan tenha dado a sorte de estar no lugar certo na hora certa. Acabou fazendo parte de um dos times mais vencedores do Vasco em todos os tempos, entrando para a história do clube. Vale lembrar que ele passou por outros clubes de respeito do futebol brasileiro, como Santos e Botafogo, onde não conquistou títulos, mas também não fez feio. E voltou a ser campeão em 2006, quando ajudou o Madureira a ser campeão da Taça Rio, um dos turnos do Campeonato Carioca.

Em 362 partidas como profissional, Odvan marcou 16 gols. Atuou também em 12 ocasiões pela Seleção Brasileira. Pelo Vasco, ganhou dois campeonatos brasileiros (1997 e 2000), um campeonato carioca (1998), a Copa Libertadores de 1998, o Torneio Rio-São Paulo de 1999 e a Copa Mercosul de 2000. Na Seleção Brasileira, Odvan venceu a Copa América de 1999. Seu último título foi a Taça Rio, já em 2006, atuando pelo Madureira. Em 2013, Odvan pendurou suas chuteiras ao disputar a Série B do Campeonato Tocantinense, pelo São José, aos 40 anos.

Mas talvez Odvan tenha sido mais que folclórico, e sim um dos melhores representantes de um estilo que gostamos de chamar de botinudo, uma personificação da frase "bola pro mato que o jogo é de campeonato". Daqueles que se destacam mais pela vontade do que pela técnica, correndo atrás da bola como um esfomeado corre atrás de um prato de comida. O fato é que foi ídolo no Vasco e chegou até a seleção. E foi justamente em sua primeira convocação que Luxemburgo aumentou ainda mais o folclore em torno de Odvan. Ai justificar sua escolha na convocação, disse que ele era não era um zagueiro comum, era um “zagueiro-zagueiro”.

Estava feito: Odvan entrava firmava seu nome no vasto folclore do futebol brasileiro.

Até a próxima!
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