segunda-feira, 27 de abril de 2015

Obrigado Fofão!

Fala galera! Em minha infância acompanhei muito o programa do Fofão, aquelas bochechas de buldogue e os cabelos de miojo assustavam, mas encantavam. O nativo da Fofolândia atravessou gerações e educou.

Cerca de 30 anos depois, uma levantadora do voleibol feminino brasileiro, cujo apelido se originou exatamente por causa do personagem do Balão Mágico, encerra a que pode ser considerada a carreira mais vitoriosa da história do nosso vôlei feminino.


Fofão nasceu Hélia Rogério de Souza Pinto, nome que poucos conhecem, mas que tá lá no registro. Adepta do esporte, praticava basquete e handebol, até ser induzida por uma professora a fazer um teste no Centro Olímpico do Ibirapuera aos 12 anos, passou!

João Crisóstomo, o descobridor de Fofão e inventor do apelido, a levou para o Pão de Açucar, e daí em diante a carreira só cresceu. Em seus trinta anos de carreira, contando desde o início, a levantadora defendeu grandes clubes do voleibol nacional e internacional, passou por Minas, Rexona (no Paraná e no Rio de Janeiro), São Caetano, Fenerbahçe, Perugia e Murcia, por exemplo.

Nesse tempo faturou a Superliga seis vezes, venceu o sulamericano de clubes quatro vezes e o Mundial em 2010, quando jogava na Turquia. Também faturou a Champions League em duas ocasiões.


Mas falar de Fofão e não falar de Seleção Brasileira parece algo impossível. Reserva de Fernanda Venturini por muitos anos, ela começa sua trajetória com a amarelinha em 93, quando o treinador da equipe era Bernardinho, o mesmo que a treinou em sua última partida, ontem, na conquista da Superliga Feminina pelo Rexona-Ades.

De 93 até 2008, quando se despediu oficialmente da Seleção, Fofão faturou seis vezes o Grand Prix, foi vice-campeã do mundo duas vezes, e ganhou duas medalhas de bronze olímpicas, em Atlanta e em Sidney, além do seu maior triunfo, o título que solidificou nossas meninas com as melhores do mundo, os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando a camisa 7 foi titular e eleita a melhor levantadora da competição.

Fofão fez tudo isso, e melhor, fez tudo isso de maneira discreta, sem marketing pessoal, o que talvez possa ter dificultado pra ela, mas que no final mostra que o sucesso não depende da garganta, depende da capacidade.

Obrigado Fofão! Só podemos te agradecer!

Fui!
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