quarta-feira, 18 de março de 2015

Será que vai?

O centro do mundo da bola ainda é a Europa. Os chineses, indianos e árabes têm a possibilidade do investimento alto, mas falta muito para a qualidade aumentar de fato por lá. A grandeza, a história e o próprio futebol apresentado pelos europeus ainda está separado por um abismo com relação aos emergentes no esporte.

O protagonismo de jogadores brasileiros por lá já foi colocado em xeque nessa mesma coluna, e ao terem ocupado o banco dos réus, alguns brasileiros/europeus se safaram por serem protagonistas dentro de um sistema ou por jogarem em um time sem uma referência absoluta. Pois bem, dentre os citados acima, cinco se enfrentaram pela maior competição de clubes do mundo na última semana, e dois deles começaram a dar sinais de que a carga de confiança a ser depositada em ambos pode ser suportada num futuro próximo.

Londres, Stramford Bridge. O estádio pintado de azul estava prontinho para receber um jogão entre Chelsea-ING e Paris Saint-Germain-FRA. Entretanto, o primeiro tempo de jogo não entregou aos torcedores o principal do “pacote”: futebol. E ainda por cima o juizão holandês estava tão perdido que me lembrou bastante a arbitragem brasileira.

O primeiro jogo havia terminado num empate em 1x1, mas exercia uma vitória de goleada sobre o jogo da volta até então. Os blues tinham a vantagem e os franceses tinham um a menos, pois o “dono” do time, Zlatan Ibrahimovic, entrou firme demais numa divida na intermediária ofensiva (pelo menos na opinião do homem do apito).

No campo – de batalha – os franceses davam a entender que iriam recuar, desistindo mais uma vez do sonho de ser “grande” perante os outros tantos gingantes europeus. E tal prognóstico pareceu ainda mais acertado quando o soldado, ou melhor, quando o zagueiro inglês “fuzilou” a base defendida pelo italiano Sirigu. Um balasso que abria um abismo de vantagem para o Chelsea.

Nessas horas aparecem heróis. Mas nesse caso apareceram vilões, tidos por muito como mercenários, guerreiros incapazes de “engolir o choro”. Dois deles, fracos, perderam uma épica batalha por uma vantagem de sete para um. Eis que um deles, que já defendera as cores do inimigo, foi para a frente ofensiva, voou por sobre as barreiras adversárias e desferiu um golpe que prolongaria aquela batalha.

Já nos momentos finais do embate, o companheiro do primeiro artilheiro, ao tentar defender, abriu espaço para o inimigo. Uma oportunidade clara de ferir os franceses que não foi desperdiçada. O artilheiro de elite belga poderia ter definido tudo ali. Mas o defensor ruim, o “chorão”, estava calejado, ostentava um olho roxo e um desaforo do tamanho do mundo na garganta. Subiu, “voou” e decidiu o confronto.

A história dos fracotes, covardes, jogadores do 7x1 o mundo conhece. O que nós brasileiros esperamos é que uma nova história tenha comaçado a ser escrita em Londres. Dois dos melhores brasileiros nos esporte voltaram a ser decisivos. Que a armadura mais vitoriosa do mundo volte a ser temida.

Pedro Henrique Rezende
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