segunda-feira, 16 de março de 2015

Resenha Entrevista com Manius Abbadi

Fala galera! Hoje temos mais uma entrevista exclusiva pra vocês do Resenha Esportiva! Nosso bate papo dessa vez é com o ponteiro da UFJF, que disputa a Superliga Masculina de Vôlei, Manius Abbadi.

O gaúcho de Porto Alegre começou a carreira na Sogipa e foi campeão mundial infanto-juvenil em 1993 com a Seleção Brasileira. Jogou também na seleção juvenil e depois na adulta, onde foi o primeiro líbero da história da equipe e faturou o título da Copa dos Campeões de 1997.

Jogou também no Telemig Celular, Suzano, Montes Claros, Minas, RJX e Sesi, antes de assinar com a UFJF no início da temporada 2014/2015. Manius também esteve no voleibol francês, russo, italiano e turco.

Vamos conferir o bom papo que tivemos com ele! Espero que gostem!

Resenha Entrevista – Conte-nos um pouco do início da sua carreira. Você foi campeão mundial infanto-juvenil pela Seleção Brasileira em 1993 e jogou com várias feras. Fale um pouco sobre essa época, sobre esse grupo, uma geração que veio a obter muitos resultados no time principal alguns anos depois.
Manius Abbadi – Tive uma felicidade muito grande de participar da seleção brasileira de base, começando em 93 com a seleção infanto. Naquela época um dos jogadores que atuavam, que estava começando era o Giba. Naquela época o mundial foi disputado na Turquia, nos sagramos campeões, foi quando tudo começou na minha carreira. Foi um início muito promissor, foi quando tive a oportunidade de vir pra Minas e em conseqüência disso fui sendo convocado para as outras seleções como a juvenil, a Seleção B adulta também. Na juvenil nós fomos vice-campões mundiais na Malásia em 95 e depois com a Seleção B adulta eu tive algumas excursões para a Europa. Aos 18 anos fui convocado para a Seleção principal pelo José Roberto Guimarães e foi sensacional naquela época poder participar de uma seleção que tinha sido campeã olímpica.

RE – Você fez parte do grupo que foi campeão da Copa dos Campeões em 1997, um time que tinha Nalbert, Douglas, Kid. Nessa época tivemos a introdução do líbero no voleibol. Você como um jogador que reconhecidamente tem uma boa recepção, já pensou em atuar nessa posição?
MA – Na verdade eu fui o primeiro líbero da seleção brasileira, em 97 durante a Copa dos Campeões. Foi uma oportunidade que eu tive... depois joguei como líbero também na Olympikus. Mas devido a altura eu não me interessei em continuar. Acho que como atacante eu tinha muito mais para ser aproveitado do que como líbero, até porque na época revezavam muito os ponteiros, por ter toda essa habilidade na recepção então revezava muito, tanto eu quanto o Kid e o Giba, atuamos como líberos. Foi uma época que joguei como líbero mas já passou, não tenho saudade em voltar a atuar não, mas foi uma experiência boa, não posso jogar fora não.

RE – Falando em experiência, você esteve por muito tempo no voleibol europeu. Como foi essa experiência fora do pais, essa troca de culturas tanto profissional quanto pessoal?
MA – Eu acho que essa experiência todos deveriam ter. Eu sugiro a todos os jogadores que tenham a experiência de jogar na Europa. O vôlei europeu é muito forte, tanto o campeonato francês, o belga, o alemão, são campeonatos fortíssimos. A Liga dos Campeões, que é interessantíssimo jogar, seja na Itália, que é um dos campeonatos mais fortes do mundo, assim como a Rússia, e você pega muita bagagem. O tempo que eu estive na Europa, tanto pra mim quanto pra minha família foi ótimo, foi muito bem aproveitado.

RE – No Brasil você esteve em grandes equipes como o RJX, o Sesi, o Minas, o Telemig Celular e hoje está na UFJF que é considerada uma equipe de menor porte no cenário nacional. O que te motivou a acertar com o time de Juiz de Fora depois de passar por tantos clubes de grande porte?
MA – Ano passado eu estive no Sesi e o tempo que eu estive lá fui aproveitado do jeito que dava pra aproveitar. Tive oportunidade de jogar e mostrar que ainda podia participar como titular de alguma equipe. Tive a felicidade de receber a proposta da UFJF e devido a proposta eu fiquei extremamente motivado pra vir e ajudar a equipe a atingir um objetivo novo, que é a classificação para os playoffs. É um novo desafio e isso que me motiva. Me mostrei disposto a enfrentar esse desafio e vesti essa camisa com tudo que eu podia.

RE – Com relação a estrutura dos clubes. Existe uma diferença muito grande entre as equipes de maior porte e equipes como a UFJF?
MA – Aqui está crescendo. É óbvio que as equipes de grande porte tem um aporte financeiro bem mais encorpado e é normal que eles tenham algumas coisas a mais que as equipes menores. Mas eu não posso reclamar de nada aqui não, tudo o que a UFJF nos disponibiliza é perfeito, é tudo muito bem organizado, e vejo um interesse muito grande dos diretores procurando melhorar cada vez mais.

RE – Uma pergunta que sempre fazemos em nossas entrevistas e não poderia ser diferente contigo. Qual a partida mais marcante da sua carreira?

MA – São várias, durante minha carreira tive várias vitórias e vários momentos marcantes, não só vitórias mas derrotas também. Mas o Campeonato Mundial Infanto-Juvenil de 1993 quando eu fui campeão e quando iniciou a minha carreira. É uma partida que foi o pontapé inicial e não posso deixar de lembrar, tenho que lembrar sempre.

Por hoje é só galera! Voltamos amanhã com algum texto legal pra vocês!! Agradecemos ao Manius pela gentileza de ter conversado conosco e desejamos que continue na equipe da UFJF na próxima temporada.

Fui!
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