sexta-feira, 13 de março de 2015

A mentalidade do investimento e patrocínios: Europa x Brasil

Fala galera!

Muito se fala e muitas comparações são feitas em relação ao padrão do futebol europeu com o brasileiro ou sul-americano. Um grande exemplo, talvez o maior e mais visível deles, é em relação aos torneios continentais: Copa Libertadores x Liga dos Campeões. Esse é um assunto que demandaria um post somente pra discutir a diferença entre as competições, mas sem pensar muito, já podemos listar várias rapidamente: organização, premiação, direitos de TV, nível dos estádios, nível dos times/jogadores, interesse mundial e por aí vai.

Não só no que se refere ao duelo Libertadores x Champions, os quesitos supracitados podem ser encontrados também nas competições a nível nacional. Se formos pegar como exemplo a Liga Brasileira (Brasileirão) ou a Liga Argentina, percebemos um desequilibrio enorme ao comparamos com as principais ligas europeias, como a inglesa, italiana, espanhola ou alemã. O nível dos estádios, jogadores, patrocinadores e direitos de cota televisas são, novamente, apenas alguns dos pontos que poderíamos comparar.

Pois bem, vou usar esse post pra fazer uma comparação grosseira dos patrocínios, pegando dois exemplos que estão sendo comentados ultimamente. Ressalvas à parte, respeitando as devidas proporções, vou comparar o patrocínio do Chelsea com o do Botafogo. O valor do patrocínio é o que menos importa nessa comparação, o que está envolvido nisso é a mentalidade, o pensamento no futuro, no investimento.

Recentemente, em fevereiro, o Chelsea deu fim à sua parceria de 10 anos com a Samsung e fechou com a Yokohama, uma fabrincante japonesa de pneus. A partir da próxima temporada, a empresa será a única a estampar o uniforme dos Blues, pagando cerca de 200 milhões de libras (sim, quase 1 bilhão de reais) pelos próximos cinco anos. Esse valor é mais que o dobro que a equipe recebia da Samsung e só ficará atrás do patrocínio do Manchester United com a Chevrolet.

Já nas últimas rodadas do Carioca, vimos o Botafogo estampando um patrocínio pontual, contratado para um ou alguns jogos. Polêmicas à parte, não tô aqui (hoje) pra falar se concordo ou se não concordo. Se o time está precisando de dinheiro, tem mais é que dar seu jeito e correr atrás mesmo. Mas só acho que esse modelo não é nem um pouco sustentável. Taí a tal mentalidade que falei ali em cima. O Botafogo (que é só um exemplo, um bode espitatório, mas serve para todos os times brasileiros) tem que pensar em investimento, em longo prazo, em patrocinadores fortes, em parcerias onde ambas as partes façam gosto e questão de estampar a marca do parceiro.

Outra comparação que pode ser feita, ainda sobre esse patrocinador master no uniforme, é a quantidade de parceiros. O que se vê com o Chelsea (e com as grandes potências europeias) é quase uma exclusividade, um único patrocinador (e bom pagador) na camisa. Já no Brasil (e no sul-americano de forma geral), as camisas parecem mais um carnaval, estampando 5, 6, 7 marcas ao mesmo tempo, desde um banco estatal até uma feirinha da esquina. Novamente, é a tal da mentalidade, a falta de apresentar um projeto sustentável, audacioso e que renda frutos a longo prazo.

A impressão que fica é que quanto mais a gente fala dessas diferenças entre o futebol europeu e o brasileiro, maior fica o abismo.

Até a próxima!
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