quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Seleção interina

Fala galera! Uma vez falamos aqui no Resenha Esportiva sobre os treinadores interinos que conseguiram algum sucesso nos clubes da Série A, foi o 3º texto da história do nosso blog. Esse mês saiu na Revista Placar uma curiosidade que já faz tempo que eu tenho mas nunca tive paciência pra pesquisar: será que alguma vez na história a Seleção Brasileira autuou com um treinador interino no comando?

A resposta é sim! E por duas vezes! E o melhor!!! Eu me recordo das duas partidas!!!

Em 1991, logo após a demissão de Paulo Roberto Falcão e antes da apresentação de Carlos Alberto Parreira, a seleção disputaria um amistoso em Cardiff, no País de Gales, contra a seleção de lá. Ernesto Paulo era treinador do Botafogo e da Seleção Olímpica - que viria a fracassar no pré-olímpico meses depois - e foi chamado para exercer a função internamente.
A seleção posada para o hino durante a partida em Cardiff
Na ordem: Careca, Geovani, Mauro Silva, Márcio Santos, Cléber,
Taffarel, Moacir, Cafu, Jorginho, Bebeto e João Paulo

O Brasil perdeu por 1x0, em falha de Taffarel, que não vivia um bom momento naquela época. O ex-goleiro do Inter subiu pra "socar" a bola e trombou com Cléber, o Clébão, que havia sido vendido pelo Atlético Mineiro para o Logroñes, da Espanha, a bola sobrou limpa para Saunders marcar e decretar a vitória galesa.

A outra partida aconteceu em 2000. Candinho era o auxiliar de Luxemburgo, que acabou demitido do cargo após as Olimpíadas. Enquanto a CBF não escolhia um novo treinador (que foi Emerson Leão) o auxiliar treinou a equipe interinamente na partida válida pelas Eliminatórias para a Copa de 2002, contra a Venezuela, em Maracaibo. Essa partida ficou conhecida pela ousadia do treinador de colocar em campo o "quarteto mágico" do Vasco: Juninho Paulista, Juninho Pernambucano, Euller e Romário. Todos os gols foram feitos por ele e a seleção canarinho despachou a vinotinto por 6x0.


Uma curiosidade a respeito das duas partidas. Somente duas pessoas estiveram em ambos os jogos: o lateral Cafu e o zagueiro Cléber. Em 91 Cafu iniciava a carreira e defendia o São Paulo e começou como titular, saindo aos 14 do segundo tempo, dando lugar a Cássio. Já em 2000 ele era um lateral consagrado e atuava no Roma. Clebão, como falamos, defendia o Logroñes em 91, já em 2000 ele atuava no Cruzeiro, onde conquistou a Copa do Brasil do mesmo ano.

Segue a ficha completa de ambos os jogos:

Brasil 0 x 1 País de Gales
11/09/1991
Arms Park (Cardiff - País de Gales)
Gol: Saunders (13 do 2º)
País de Gales: Southall, Pembridge, Bodin (Bowen 22 do 2º), Aizlewood e Melville; Ratcliffe (Maguire 42 do 2º), Pascoe (Hodges 31 do 2º), Horne e Hughes; Saunders e Speed. Técnico: Terry Yorath

Brasil: Taffarel, Cafu (Cássio 14 do 2º), Cléber, Márcio Santos e Jorginho; Mauro Silva, Moacir (Valdeir 14 do 2º) e Geovani (Mazinho Oliveira 27 do 2º); Bebeto, Careca e João Paulo. Técnico: Ernesto Paulo


Venezuela 0 x 6 Brasil

08/10/2000
Pachencho Romero (Maracaibo - Venezuela)
Gols: Euller 21, Juninho Paulista 29, Romário 31, 36 e 39 do 1º; Romário 19 do 2º Venezuela: Angelucci, Jiménez, Rey, Alvarado e González; Martínez, Echenaussi (Arando 46 do 1º), Ornelas e Farías; García (Savarese 31 do 2º) e Morán (Páez 21 do 2º). Técnico: José Omar Pastoriza (ARG) Brasil: Rogério Ceni, Cafu, Antônio Carlos, Cléber e Sylvinho; Donizete Oliveira, Vampeta, Juninho Pernambucano (Zé Roberto 22 do 2º) e Juninho Paulista (Ricardinho 35 do 2º); Euller (Marques 24 do 2º) e Romário. Técnico: Candinho
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