segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Hoje sim! Rubinho campeão!

Fala galera! Ontem terminou a temporada 2014 da Stock Car, que podemos considerar como o topo do automobilismo nacional. A 36ª temporada consecutiva da modalidade foi disputado em 12 finais de semana, totalizando 21 etapas ao todo, já que em 9 dos 12 tivemos "rodada dupla".

Com três campeões alinhados no grid, entre eles Cacá Bueno, pentacampeão da categoria, a temporada prometia fortes emoções, como foi no ano anterior. Na ocasião o título foi decidido nas duas voltas finais, com Thiago Camilo, que estava com a temporada na mão, entregando de bandeja para Ricardo Maurício, que faturou o troféu.

O início do campeonato mostrou que tudo o que esperávamos iria se concretizar, 5 vencedores diferentes nas 5 primeiras corridas. A partir da 7ª largada é que um nome começa a se destacar: Rubens Barrichello.

O veterano da equipe Full Time, recordista de largadas na Fórmula 1, duas vezes vice campeão do mundo, alcançou um segundo lugar e duas vitórias de maneira consecutiva, uma dessas vitórias na famosa Corrida do Milhão. Com isso Rubinho entrou na briga direta pelo título em sua segunda temporada disputando a Stock Car - terminou em 8º lugar na temporada 2013.

Se mantendo constante até a última prova, disputava em Curitiba, ele marcou a pole e precisava apenas de um quarto lugar para alcançar o título máximo do automobilismo brasileiro. A última vez que Barrichello havia sido campeão de uma temporada havia sido em 1991, quando faturou a Fórmula 3 Inglesa e se credenciou para uma vaga na Fórmula 1 dois anos depois.

A prova que marcava a despedida de Nonô Figueiredo, um dos grandes nomes da história da categoria, começou confusa e cheia de acidentes, logo na primeira volta Rubinho derrapou e caiu para a 4ª posição. Átila Abreu, seu principal adversário na luta pelo título estava em segundo, atrás de Daniel Serra, com isso o veterano poderia terminar até na 9ª colocação.

Pilotando com consistência, sem riscos, ele levou o carro até o fim, ultrapassando seu companheiro de equipe, Allam Khodair, durante a parada nos boxes, e garantiu o 3º lugar na prova, consequentemente levando o título.

Eu torci, torci muito por Rubinho, torci porque gosto da pessoa dele, um cara humilde, que sempre mostrou amor pelo automobilismo, um dos únicos que demonstram isso ainda hoje, um cara família, avesso a badalações. Nunca tive um piloto favorito na Stock Car, apesar de sempre acompanhar as provas, alguns eu desgosto e torço contra, mas nesse ano foi diferente, torci pra Rubinho, achava que ele merecia esse reconhecimento da torcida brasileira.

Em 2012, quando tive a oportunidade de acompanhar a etapa de Interlagos, andando no carro com Júlio Campos ainda por cima, senti uma sensação diferente, vi o quanto era complicado pra esses caras pilotarem no limite, e por isso considero o título de Rubinho um marco para sua carreira e para o automobilismo nacional. Acredito que as portas vão abrir para novos pilotos, sonhando em repetir a façanha, e quem sabe até para patrocinadores, já que Barrichello é muito bem quisto no circo da Fórmula 1 até hoje.

Na volta final, com Rubinho em 3º, a única coisa que eu imaginava era o Cléber Machado narrando esse título com o famoso "hoje não, hoje não, hoje sim", só que agora um sim de título, de vitória, hoje sim, hoje Rubens Barrichello, e porque não, do Brasil, é o campeão da Stock Car!

Valeu Rubinho!

Fui!
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