segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cadê minha torcida?

Fala galera! Atlético e Cruzeiro farão a final da Copa do Brasil de 2014 depois de viradas espetaculares nas semifinais contra Flamengo e Santos, respectivamente. A partida de ida está marcada para o Independência, casa do Atlético, no dia 12, e a volta acontece no Mineirão, casa do Cruzeiro, dia 26.

Até aí nada de anormal, a não ser pelo fato de que o Atlético optou por jogar "em casa" ao invés de mandar a partida no Mineirão, como havia feito contra Corínthians e Flamengo nas fases anteriores. Só que o que chamou mais a atenção durante os últimos dias foi a questão sobre a divisão dos ingressos nas duas partidas.

Segundo o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, existia um acordo entre os dois grandes da capital de que o mandante das partidas tem direito a 100% da carga de ingressos, não sendo repassado nada para o adversário. Assim como já aconteceu em outras oportunidades recentes.

Alexandre Kalil, presidente do Atlético, disse que não abre mão "dos seus 10%", conforme prega o Estatuto do Torcedor, quer a torcida do Galo na grande decisão. Na Toca da Raposa a postura teve que ser mudada também, já que agora os 10% do Cruzeiro no primeiro jogo também deverá ser repassado.
Kalil e Gilvan: pra que incentivar a paz?

A ideia de não ter torcida visitante surgiu depois de muitos conflitos entre as torcidas, ocasionando inclusive punições aos clubes. A princípio me parece uma ótima alternativa, mas como torcedor e apaixonado por esporte e pelo futebol, não consigo aceitar que tal medida deve ser criada para que haja um pouco mais de tranquilidade nos estádios.

É inaceitável que alguém vá para o estádio torcer e saia de lá machucado ou assustado.

Isso não é uma exclusividade nacional, infelizmente...

Mas espero que assim como em muitos países, aos poucos tenhamos mais racionalidade por aqui, e isso começa pela postura de nossos dirigentes, que ainda hoje são extremamente amadores e passionais.

Que vença o melhor no campo e que fora dele a paz seja a grande campeã!

Fui!
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2 comentários:

  1. Olá, Luiz! Para o Atlético, jogar no Horto é uma questão de se apegar naquele mínimo detalhe que possa vir fazer uma mínima diferença. O Cruzeiro joga no Mineirão toda semana, ou seja, os jogadores acostumaram com o caminho para o vestiário como se fosse o banheiro de suas casas. O nosso mandatário Sr Alexandre Kalil, foi muito feliz em dizer que abriria mão de grande renda em prol do melhor para os jogadores e comissão técnica. Já sobre os 10% de ingressos, é um direito do torcedor e não um desejo ou acordo de presidentes. Ah! Este termo citado: “são extremamente amadores e passionais”. O extremamente não cabe para o Sr Gilvan e muito menos para Kalil. www.euvistoacamisadogalo.com.br

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    1. Exatamente Fábio, sou contra essa questão de não ter torcida adversária como já aconteceu em outros jogos entre os grandes de Minas.

      É absurdo que tenhamos que tomar essa atitude para impedir que as brigas aconteçam.

      Sobre o amadorismo, acredito que ainda estão muito longe de adotar uma postura profissional, mas muito longe mesmo...

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