quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Os amadores do futebol

Fala galera! Nas últimas rodadas do Brasileirão e da Copa do Brasil as críticas em cima da arbitragem vão acontecendo de forma feroz. Acabou o jogo, seu time não ganhou... prato feito para uma chuva de reclamações...

Durante o último fim de semana estive no jogo Tupi x Duque de Caxias, pela Série C do Brasileirão. O time mineiro já estava classificado para a próxima fase, o clube da baixada já estava matematicamente rebaixado. Nem assim a partida foi amistosa, e o trio de arbitragem acabou se perdendo também, provocando a ira dos torcedores e jogadores.

A verdade é que o nível da arbitragem mundial regride (e não é só no futebol) ao mesmo tempo que a tecnologia para observá-los melhora. Como jogos mais rápidos os árbitros precisam de preparo físico em dia, com câmeras espalhadas e comentaristas de arbitragem nas cabines, eles precisam de atenção redobrada.
O mineiro Ricardo Marques Ribeiro
um dos que mais questionados atualmente

E como aliar preparo físico, atenção e reflexo sem treinar?

Pois é isso que acontece. A maioria dos árbitros não vivem da arbitragem, quase todos eles atuam em outras áreas e pegam no apito para complementar a renda. Mesmo com a profissão regularizada no final de 2013, os homens de preto ainda não são contratados das federações, eles ganham por jogo, se ficarem de fora da rodada do fim de semana, sua renda diminui.

É preciso uma profissionalização de verdade. O árbitro ser contratado da CBF, por exemplo, receber uma ajuda de custo mensal, ser treinado para as partidas. O jogador não treina durante a semana para jogar no domingo? Porque os árbitros não precisam de treinamento?

Vejam o caso de Sandro Meira Ricci, juiz que apitou a Copa de 2014, durante a semana ele é um analista de comércio exterior, nas quartas à noite e aos domingos ele é juiz de futebol... não dá!

E nem to falando dos bandeirinhas, responsáveis por muitos erros cruciais que mudam o resultado de uma partida e que ganham bem menos que os árbitros durante as partidas. Esses não conseguem viver de bandeirar mesmo...

É preciso mudar, mas para isso é preciso mudar de verdade, não só no papel, só com uma lei. Clubes e federações devem se unir, criar uma fórmula que permitam que os árbitros sejam contratados das federações, vivam dessa renda, treinem, se especializem.

Se isso não acontecer, por muito tempo nossos dirigentes terão a companhia dos árbitros como os únicos amadores do futebol.

Fui!
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