quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Margarida

Fala galera! Dois assuntos tomam conta dos noticiários esportivos nos últimos tempos, um deles é o preconceito, aí entra homofobia, racismo e qualquer um deles, e o outro é o nível da nossa arbitragem. E acredito que uma pessoa ligada ao futebol foi a que mais se aproximou de resolver os dois problemas ao mesmo tempo: Jorge José Emiliano dos Santos, o Margarida.

Nascido em 1954, fez sua estreia em 1988, aos 34 anos, em uma partida realizada na Gávea entre Flamengo e Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca daquele ano.

Homossexual assumido, Margarida, como ficou popularmente conhecido, enfrentou o preconceito de um esporte que até hoje tem as pessoas do sexo masculino como predominantes. O árbitro compensava a dúvida da imprensa e das equipes com ótimas atuações dentro das quatro linhas.

Seus trejeitos chamavam a atenção, já que costumava caminhar na ponta dos pés e revirava a mão na hora de sinalizar alguma infração. Quando alguma jogador tentava se aproximar para tirar satisfação, Margarida não deixava por menos, peitava o machão e o colocava em seu devido lugar.

Tinha como ídolo Armando Marques.

Jorge Emiliano também foi jurado de programas de auditório e comentarista de arbitragem, antes de falecer em janeiro de 1991, vítima do vírus do HIV. Deixou sua história, suas polêmicas e seu bom trabalho no futebol.



Anos mais tarde Clésio Moreira do Santos, catarinense, apareceu na mídia com um uniforme rosa fazendo as vezes do "novo Margarida". Só que o que ele não sabia, e nem os mais jovens, é que Margarida só existiu um!

Fui!
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Um comentário:

  1. Olá, Luiz! Como vivemos num país preconceituoso, racista, fingido... "É o país bonito das coisas feias". Em nome das convicções, pessoas sem pudor algum ofendem e ocupam espaços como se fosse restritos a eles. Segregação camuflada. www.euvistoacamisadogalo.com.br

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