quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Democracia Corinthiana

Fala galera! Estamos em período eleitoral e sempre que as eleições se aproximam escutamos várias vezes o termo democracia. Mas afinal, o que é essa tal de democracia e qual a relação dela com o esporte?

A democracia, em resumo, é uma forma de governo onde todos participam direta ou indiretamente (quando escolhem seus representantes) das decisões e rumos de um país, estado, cidade, clube ou até mesmo condomínio. Ou todos decidem, ou escolhem alguns representantes para decidir por eles, e a decisão sempre levará em conta a vontade da maioria.

Na escolha dos presidentes dos clubes ou das entidades esportivas costuma ser assim, pelo menos deveria ser é o que parece aos olhos do torcedor. E a junção da democracia com o esporte teve seu ápice na década de 80, mais precisamente no Sport Club Corínthians Paulista, o Timão.

Em 1982 a equipe contava com craques do quilate de Sócrates, Zenon, Wladimir e Casagrande, apenas Casão ainda não havia defendido a Seleção Brasileira. Com campanhas ruins em 81 somadas à saída de Vicente Matheus da presidência, o novo presidente instituiu uma nova gestão no clube, a autogestão, onde jogadores, diretores, comissão técnica e funcionários do clube debatiam os rumos que deveriam tomar, seja para contratação de jogadores, seja para definir metas, para planejar concentrações ou regras a serem seguidas.

Nesse período também era forte a luta pelas Diretas Já, movimento que brigava pelo voto direto no Brasil, e Sócrates era um das lideranças do movimento, transformando-se no grande líder dessa geração corintiana também.

No fim das contas o resultado foi positivo, dois paulistas conquistados e todas as dívidas do clube quitadas. Se a democracia ajudou, não podemos afirmar, mas que o período foi o mesmo, isso foi.

Anos depois, até os dias atuais, atletas que participaram daquele grupo costumam questionar a eficácia do movimento, dizem que de democracia não tinha nada, quem decidia por baixo dos panos eram os líderes do movimento, e os outros eram obrigados a bater palma e aceitar calados.

Rafael Cammarota, goleiro da equipe na época e com boas passagens pelos clubes paranaenses, e Leão, contratado em 1983, criticaram veementemente o modelo implantando, segundo eles era um grupo baderneiro, que mudavam o horário do treino da manhã porque tinham bebido a noite toda.

O ex-goleiro do Coxa diz que "De democracia não tinha nada. Era um movimento bom para os que comandavam, mas os outros só batiam palma. A Democracia Corintiana tinha os quatro traíras: Sócrates, Wladimir e Casagrande, que era bocudo, além do Adilson Monteiro Alves".

Leão complementa dizendo que "Era a democracia que 'você pode fazer tudo, desde que eu permita'. E não via a democracia, via a anarquia. Era cara bebendo na sala do treinador, outro dormindo na maca porque ficou na farra na noite anterior. Jogador treinando bêbado. Tinha dia que o treino estava marcado para 8 horas da manhã. Chegava lá e perguntava: ‘Cadê o pessoal do treino?’ E respondiam: ‘Não tem treino agora, foi transferido para o período da tarde’. ‘Por quê?’ ‘Teve uma festa ontem à noite e passaram para tarde’.

Eu fico com a opinião dos dois goleiros, tal qual hoje na política, a democracia só existia "pra boi dormir", ela só funciona para alguns, a democracia atual termina quando você se opõe a uma opinião, não existe respeito.

Mas essa é só minha opinião... Tirem suas próprias conclusões...

Fui!
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