terça-feira, 30 de setembro de 2014

O fim dos empresários

Fala galera! Na última semana a Fifa anunciou a intenção de criar um sistema informatizado (pasmem, isso ainda não existe) que facilitará as transferências de atletas. A tentativa é de que as ações dos empresários sejam minimizadas, evitando o intermediário no negócio e aumentam o lucro da transação.

A entidade também disse que em 3 ou 4 anos será proibido que atletas sejam "fatiados" entre clubes e grupos de empresários ou investidores. O prazo para colocar em prática é pertinente pelo fato de que hoje uma grande parte dos atletas estão nesse sistema. Os jogadores terão seus direitos econômicos integralmente com os clubes.

Mas será que essas medidas mudarão a atuação de verdade?

Minha opinião é que pelo menos aqui na América do Sul nada vai mudar, e cito alguns exemplos clássicos para provar.

Que tal pegarmos Eduardo Uram, empresário de jogadores como Cícero, Ibson, Léo Moura, Diego Souza e Wellington Nem. Uram tem muito acesso no Flamengo e no Fluminense, e agora no Sport também. É responsável por muitos jovens que estão começando a carreira.
Uram em partida do Tombense

Para facilitar sua vida e fugir de alguma ilegalidade que poderia surgir Uram fechou uma parceria com o Tombense, clube da cidade de Tombos, interior de Minas Gerais, e que registra seus atletas. Junto com Lane de Mendonça Gaviolle, seu sócio na Brazil Soccer e presidente do clube mineiro, Uram continua fazendo seus negócios.

Esses clubes são usados da seguinte forma: eles registram os atletas como se fossem deles, o atleta tem os direitos econômicos ligados ao clube, e depois disso o mesmo é emprestado para algum outro clube, com isso ele fica o tempo todo ligado a um clube de futebol, e nunca a um empresário ou grupo.

Com essas novas regras da Fifa o empresário continuará gerindo seus atletas normalmente, sem nenhum impedimento legal.

Casos semelhantes acontecem com o Desportivo Brasil (ligado à Traffic) e Coimbra (do banco BMG), esses clubes são chamados clubes de aluguel e servem especificamente para essa causa. Os empresários injetam grana neles e os usam como ponte para as transações.

E se você pensa que isso é coisa recente está enganado... me recordo bem que em 1990 o meia Silas jogou duas partidas pelo pequeno Central Español, clube uruguaio que é usado da mesma forma pelo empresário Juan Figer, que também usa o Rentistas, outro clube uruguaio.

Enfim, não acredito que uma mudança muito brusca acontecerá, no mundo do futebol, os espertos sempre acharão uma forma de burlar a lei, e assim o esporte preferido do planeta Terra vai ganhando ares de pilantragem cada dia mais.

Fui!
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