segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Leão da Montanha

Fala galera! Todo mundo acompanhou a punição que o STJD deu ao Grêmio no suposto caso de injúria racial que envolveu torcedores e o goleiro Aranha, do Santos. Na ocasião o clube gaúcho foi excluído da Copa do Brasil e ainda pagou uma multa de R$ 50 mil reais pelo incidente.

Minha opinião é bem clara sobre o tema, e ao contrário do que o Thiago escreveu por aqui no início de setembro, considero o caso supervalorizado, é questão de opinião e respeito quem pensa como ele. Na ocasião comentei com amigos que a CBF teria que criar campeonatos para 2 ou 3 times apenas, já que xingamentos em estádio de futebol são frequentes, e a partir de então os clubes passariam a entrar no STJD solicitando exclusão de seus adversários. Bastaria um "Renato viado" vindo da arquibancada e tudo iria para os tribunais.
Leão da Montanha e sua saída pela direita

Pois bem... a CBF deu uma de Leão da Montanha e tratou de resolver o problema de uma forma que é bem peculiar à confederação. Tal qual o personagem de Hanna-Barbera, que vivia em uma caverna e fazia o possível para tentar deixá-la de forma habitável, mas em virtude de seu excessivo "dom para o azar" acabava piorando a situação, a mandatária do futebol brasileiro mexeu seus pauzinhos e no julgamento do Pleno do STJD (não me venham com essa de que a CBF não influencia as decisões) retirou a exclusão do Grêmio, mudando a pena para a perda de 3 pontos, o que de qualquer forma elimina o clube tricolor da competição.

Com isso ela está imune a novas exclusões futuras, finge que resolveu o problema (se é que existe realmente um problema) e se resguarda para novas ações na justiça, já que criou uma jurisprudência.

A sentença final acontece exatamente na semana do jogo entre Avaí x Boa Esporte, pela Série B do Brasileirão. O time catarinense bateu o time mineiro por 2x0 no Estádio da Ressacada, mas em um lance próximo a área os jogadores Francis, do Boa, e Antônio Carlos, do Avaí, se chocaram.

Na sequencia uma pequena discussão que contou com uma suposta injúria racial por parte do atleta do Avaí. Conforme alguns sites especializados em leitura labial, o zagueiro teria dito para Francis a frase: "macaco do caralho".




A CBF se livrou do "problema", não vai ter que excluir o Avaí da competição, talvez lhe tire alguns pontos para justificar, como fez com o Grêmio, talvez lhe dê uma multa que ninguém sabe se pagam ou não, talvez ela continue como o Leão da Montanha, que tinha como uma de suas mais conhecidas frases a melhor solução para se livrar do problema, ao invés de resolver na raiz, acabar com o foco, ele simplesmente mandava a velha "saída pela direita" (ou por qualquer outro lado, dependendo da situação).

Assim sendo a (des)organizadora do futebol tupiniquim vai se especializando em alternativas nada convencionais, e nosso futebol vai cada vez mais se escondendo nas cavernas.

Fui!
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