quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ídolos

Fala galera! Quando falamos de esporte, uma das figuras que mais me chama a atenção é a figura do ídolo. Normalmente as pessoas se apegam a algum exemplo, algum destaque, para selecionar suas preferências.

No meu caso, tenho dois grandes ídolos esportivos, o primeiro é Zico, como já mostrei aqui no blog por diversas vezes, o segundo Ayrton Senna.

Em um momento de reflexão nessas últimas horas tentei entender a diferença entre um ídolo e um jogador, ou atleta comum (e isso vale para todas as áreas além do esporte). Afinal, o que tem de tão especial nesses caras?

Descobri que os ídolos não morrem, eles apenas deixam de existir. Um atleta "comum" tem seu início, meio e fim. Ele começa, ganha admiradores, mas quando sua carreira se encerra ele tende a ficar esquecido. Os ídolos não.

Quando um ídolo encerra a carreira ele continua sendo citado como exemplo, e ai de alguém questionar seus feitos perante um fã... Comigo é assim, venham falar de Zico e pênalti de 86... vou entrar com "trocentos" argumentos distintos pra justificar e salvar a pele do cara.

Um exemplo clássico no Brasil está na figura de Ayrton Senna. Não preciso explicar o porque, mas com certeza a maioria das pessoas com mais de 30 anos se lembram do cortejo em carro de bombeiros no dia de seu velório, o país parado para se despedir de um dos maiores pilotos da história. Acredito até que sua morte somou com suas conquistas, transformando-o em um mito, mas é inquestionável o fato de ser um ídolo nacional.

Imagino como os botafoguenses não se sentiram na "partida" de Garrincha e Nilton Santos, os tricolores com Ézio, Washington e Assis, os vascaínos com um ídolo relâmpago Dener. Enfim... imagino como os são paulinos vão reagir quando Rogério Ceni partir e os palmeirenses com Marcos. Cada clube, cada torcida, com seus ídolos, seus exemplos.

Não é fácil perder um ídolo aqui na Terra. Mas como falei lá em cima, um ídolo só deixa de existir no espaço físico, ele continua conosco pra sempre, pra eternidade, com seus exemplos, manias, conselhos... e é assim que me sinto hoje, no dia que tenho que me despedir de um dos maiores ídolos que pude ter na minha vida, o cara que me acolheu, que me ensinou a ser honesto, que vibrava com cada um dos meus textos, mesmo sabendo que isso pra mim era apenas uma diversão. Desde a primeira vez que escrevi alguma coisa, no antigo Psicopatas do Futeblog, ele se encantava.

Quantas e quantas vezes imprimi os textos para que meu avô pudesse ler. E todas as vezes, sem exceção, depois da leitura nós conversávamos sobre o assunto, ele me pedia explicações de alguma coisa. Ah vô... quem sou eu pra te ensinar ou explicar alguma coisa... só tenho a agradecer todo o incentivo que me deu, todos os exemplos, todos os conselhos.

E tenha certeza, de onde estiver, que o Resenha Esportiva vai continuar, mesmo que por diversão, e sei que você vai dar um jeitinho de ler os textos para que possamos debater um dia.

Vá com Deus, fique em paz, porque pra mim você não morreu, apenas deixou de existir aqui na Terra.

Obrigado por tudo!

* me desculpem roubar o espaço para essa homenagem, mas acredito que essa relação fã x ídolo é essencial para a existência do esporte, e talvez, se não fosse por esse cara, o blog não existiria mais. Escrever um texto e saber que vai ter ao menos uma pessoa que vai ler e gostar, independente de estar bom ou não, é gratificante.
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Um comentário:

  1. Uma bela homenagem que você fez para o seu avô. Ele te acolheu quando você veio para Juiz de Fora e sei que muitas vezes fez as vezes de pai, te dando conselhos, pois o Bolão estava em Além. Eu tinha uma grande admiração por ele, tratava a todos com educação, cortesia e atenção. Está com Deus, com certeza.

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