segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Entre a vida e a morte

Fala galera! No último fim de semana aconteceu o UFC 177, disputado em Sacramento, Califórnia, nos Estados Unidos. A luta principal do evento seria entre o americano T.J. Dillashaw e o brasileiro Renan Barão, uma revanche valendo o cinturão da categoria Peso Galo, título que o brasileiro perdeu para o americano em maio desse ano.

Porém uma alteração de última hora ameaçou o sucesso do evento, que já vem "cambaleando" com o excesso de lesões dos principais lutadores culminando com o cancelamento de dois eventos nos últimos meses.

Barão precisava eliminar peso para entrar no limite da categoria, e como já falamos aqui em 2012, esse processo de perda de peso rápida, por mais que tenha acompanhamento de médicos e nutricionistas, não pode ser algo saudável, não tem fundamento.

O brasileiro se sentiu mal, desmaiou e teve que ser levado para o hospital no dia da pesagem, véspera da luta, o que fez com que os médicos vetassem sua participação no evento.
Barão "correu" de outra surra


Além de perder a bolsa da luta e a chance de retomar o cinturão, Barão tem seu emprego ameaçado por Dana White, um dos "chefões" do UFC. Dana foi enfático ao comentar o caso:

- Barão não vai ganhar dinheiro algum. Não vou pagar a ele por não aparecer para lutar. (...) Não tem desculpa para o que ele fez. Não tem desculpa para não bater o peso. Mas ele pagou caro. Ele nos prejudicou. Aquele garoto não ganhou o cheque e vai voltar para casa sem dinheiro. Vai voltar sem um centavo. Ele acabou de pagar uma preparação para a luta, e ninguém sabe quando vai lutar de novo.

Uma das situações que mais desagradam os diretores do evento é justamente a necessidade de alterar o card, e um caso como o de Renan é considerado uma indisciplina máxima. Um atleta que sabe que sua categoria tem determinado limite de peso e não está dentro do regulamento, pior, "força a barra" e acaba prejudicando a organização.

O evento sofre uma crise existencial, seus principais nomes nos últimos anos se aposentaram ou se lesionaram, não estão mais entre os tops, e os nomes que poderiam ser considerados a renovação da organização "pisam no maracujá".

Qual será o futuro do UFC ninguém pode afirmar, mas que precisam rever alguns conceitos e regras, e principalmente, fiscalização de atletas, isso eles precisam. Caso contrário vão cada dia mais perder espaço.

Fui!
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