segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Do inferno ao céu

Fala galera! Brasil e Espanha fizeram um confronto pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis no último fim de semana. Era barbada, não dava pro Brasil. Na quinta-feira cheguei a comentar com os amigos que era duelo pra 4x1, só a dupla formada por Marcelo Melo e Bruno Soares teriam chance contra os espanhóis.

Nos últimos 6 anos a Espanha faturou 3 edições da Copa Davis e foi finalista em outra. O elenco conta com jogadores do porte de Rafael Nadal, David Ferrer e o duplista Marcel Granollers.

Aí os torcedores de modinha vão dizer: ah, mas nenhum dos três veio ao Brasil.

Beleza então... vieram Roberto Bautista Agut, 15º do mundo, Pablo Andujar, 44º do mundo, e a dupla formada por David Marrero e Marc López, números 11 e 13 do mundo respectivamente. Do lado brasileiro tínhamos Thomaz Bellucci, 83º do mundo, Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, nº 201, e a nossa ótima dupla formada por Marcelo Melo e Bruno Soares, os números 5 e 6.

Número por número, como falei acima, era 4x1 fácil.

Vibração que pouco se vê na carreira do atleta
A derrota de Rogerinho e os dois primeiros sets de Bellucci contra Andujar pareciam mostrar tal estatística. Mas dois outros jogadores entraram na disputa sem que os espanhóis percebessem: a torcida brasileira e a mente de Thomaz Bellucci.

A torcida inflamou e Thomaz correspondeu.

Como já disse algumas vezes por aqui, Bellucci tem um enorme potencial técnico, mas se perde na parte psicológica e física. Além das lesões constantes, consegue a proeza de perder jogos ganhos para jogadores com péssimo ranking. Parece que o favoritismo o incomoda.

Bellucci virou, fez 3x2 contra Andujar e deixou para Melo e Soares a tarefa de colocar o Brasil na frente, missão que eles cumpriram com louvor.

Precisando de apenas uma vitória para retornar à elite do tênis, o domingo reservava Bellucci x Bautista Agut e Rogerinho x Andujar. Mesmo com o 2x1 no placar ainda pairava a desconfiança no torcedor brasileiro, afinal, o histórico pesava contra.

O choro de Bellucci
Mas Thomaz Bellucci foi supremo, mesmo com um segundo set ruim, ele dominou as ações do jogo, fez jogadas dignas de top 20 do mundo, não deu muitas chances para o espanhol e com um 3x1 (6/4, 3/6, 6/3 e 6/2) mandou a Espanha pra segunda divisão do mundo, deixou o Brasil na elite em 2015, e teve seu nome gritando em coro pelos que no Ibirapuera estavam. Mais que isso, resgatou a confiança dos brasileiros apaixonados por tênis, como eu, que vibraram em cada uma das jogadas letais de Bellucci.

O brasileiro chorou ao final da partida, emoção que nunca antes havia sido demonstrada em sua carreira, talvez um sinal de amadurecimento. Ele que foi vaiado em pleno Brasil Open, no mesmo Ibirapuera, sai como agora como herói, confiante para o final dessa temporada e para o início da próxima.

Nosso único top 100 do ranking de simples é a única esperança de títulos para o Brasil, e esses dois jogos da Copa Davis mostram que sim, nós podemos sonhar.

Vai Bellucci! Vai Brasil!

Fui!


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