quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Rola a bola que não rola

Fala galera! Ainda vivendo com a depressão que se instalou em mim depois da Copa do Mundo, fica difícil ver os 90 minutos de qualquer partida que seja do Campeonato Brasileiro. Copa do Brasil então, nem se fala... E um dos motivos acredito que seja o tempo de bola em jogo.

Um dos poucos momentos de bola rolando
Durante as 9 primeiras rodadas do Brasileirão, tivemos uma média de 52m29 de bola em jogo, praticamente metade da partida. Se levarmos em conta que a Fifa aconselha um mínimo de 60 minutos, e por isso existem os acréscimos ao final do jogo, o Brasileirão deve quase 12,50% do tempo sugerido. Ou seja, você paga pra ver uma partida e vê 12,50% a menos do que poderia, e sem nenhum desconto no seu ingresso.

Pra piorar a situação temos partida como Vitória 0 x 1 Sport em que tivemos apenas 34m42 de bola em jogo, quase 1/3 do tempo total da partida e mais de 42% a menos com relação a orientação da Fifa.

Muito se perde com faltas desnecessárias, cera em excesso nas cobranças de tiro de meta, laterais e nas próprias faltas, mas também existem quatro outros fatores que prejudicam a bola rolando: gramados ruins, qualidade técnica das equipes abaixo do normal, reclamações em excesso por parte dos jogadores, parando a partida por mais tempo do que o normal e por último, um padrão adotado pelos árbitros de sempre dar 1 minuto de acréscimo no primeiro tempo e 3 no segundo, situação que praticamente se repete em todas as partidas, independente da necessidade.

Cena rara no Brasil
Na época da Copa do Mundo cheguei a comentar que os árbitros acresciam mais tempo do que nos jogos nacionais, me recordo de um Estados Unidos x Gana que tivemos 5 minutos no segundo tempo, situação praticamente inimaginável por aqui. Em qualquer jogo "pegado" que o árbitro fuja do "padrão criado", ele sofrerá pressão, será acusado de beneficiar tal time, mesmo que haja da forma justa na hora de dar o acréscimo. Por isso eles preferem não arriscar, e quem sai prejudicado é o torcedor, seja nas arquibancadas, seja em casa pela tv.

Fazendo uma comparação com o Mundial, podemos ver que os árbitros brasileiros acrescentam em média 1m24 no primeiro tempo, contra 1m50 durante a Copa. No segundo passamos dos 3m09 do Brasil contra 4m10. E mesmo assim ainda tivemos um tempo de bola rolando inferior ao recomendado, com média de 57m36.

Não sei se existe pressão das emissoras de tv para que o jogo termine dentro do prazo normal de 2 horas, ou se realmente os nosso árbitros não "se garantem" na hora de deixar o jogo correr, a verdade é que da forma como está, perdem os clubes, perdem os torcedores, perde o futebol brasileiro.

E depois ainda achamos que a escolha do treinador da seleção mudaria alguma coisa na nossa estrutura...

Fui!
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2 comentários:

  1. Cara, tem jogo que é tem sido sofrível de assistir e olha que gosto de futebol. Eu nunca fui muito de assistir futebol europeu, mas de uns dois ano pra cá, tenho acompanhado um pouco mais e não vejo a hora de a bola começar a rolar por lá. Por aqui está cada vez mais difícil.

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  2. Não vi o jogo, mas indo na contramão:

    http://espn.uol.com.br/noticia/430763_presidente-da-chapecoense-reclama-de-acrescimos-mas-elogia-qualidade-do-atletico-mg

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